O Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI), referência em atendimento de alta complexidade à saúde da mulher em Goiânia, passou a contar com uma nova torre de vídeo para cirurgias ginecológicas por videolaparoscopia. O investimento totaliza R$ 592 mil e inclui também aparelho de anestesia, monitor multiparametro, equipamento de ultrassonografia e mesa cirúrgica.
A torre de laparoscopia é o principal destaque. O equipamento conta com monitor e câmera de resolução 4K, fonte de luz mais moderna e sistema de insuflação com gás aquecido; tecnologia que mantém a pressão intracorpórea da paciente e melhora a nitidez da imagem durante todo o procedimento.
O que muda na prática
A videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva. Em vez de grandes cortes, o cirurgião opera por meio de pequenas incisões, guiado por uma câmera de alta definição. As vantagens são objetivas: menos dor pós-operatória, redução do tempo de internação e retorno mais rápido às atividades diárias.
“É a primeira vez que vejo uma torre como essa disponível em um hospital SUS em Goiânia. Agora ela está à disposição das pacientes do Dona Iris”, afirmou o ginecologista obstetra Dr. Eduardo Santos Lopes Pontes, responsável técnico pelo Centro Cirúrgico do HMDI.
As pacientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente as trabalhadoras autônomas ou informais, para quem o tempo de recuperação tem impacto direto na renda familiar. A autônoma Thaís Souza da Costa, 37 anos, passou por uma laqueadura por videolaparoscopia e relatou:
“Para mim, que trabalho por conta própria, essa recuperação mais rápida faz muita diferença. Um corte maior exigiria mais cuidados e mais tempo para voltar à rotina”.
O que o equipamento permite
Segundo o Dr. Eduardo, o gás aquecido do novo aparelho de insuflação elimina um problema comum em equipamentos mais antigos: a perda de nitidez da imagem durante a cirurgia.
“Com o gás aquecido, não perdemos nitidez em nenhum momento, o que nos permite fazer procedimentos mais delicados e de maior complexidade.”
Pacientes que dependiam de técnicas cirúrgicas mais invasivas, com cortes maiores, agora têm à disposição uma alternativa menos agressiva. Os hospitais públicos que não dispõem de tecnologia semelhante perdem em capacidade de atrair e reter profissionais especializados.
Com o novo equipamento em operação, o HMDI amplia a oferta de procedimentos ginecológicos minimamente invasivos. A expectativa da equipe médica é reduzir o tempo médio de internação e aumentar o giro de leitos, desafogando a fila de espera por cirurgias ginecológicas na rede pública.
