O projeto Xero, que a Ufes lançou para detectar câncer, tuberculose e esquistossomose com o faro de cães, nasce de uma parceria com pesquisadores da Universidade de Waikato, na Nova Zelândia, onde estudos semelhantes já alcançaram mais de 90% de acerto.
“Os cães que têm melhor desempenho chegam a ter mais de 90% de acerto. Isso é fantástico”, afirmou o coordenador-geral, professor Carlos Graeff, do Departamento de Patologia da Ufes.
O Núcleo de Doenças Infecciosas (NDI/Ufes) conduzirá a pesquisa ao longo de quatro anos no Centro de Ciências da Saúde (CCS/Ufes), campus de Maruípe, em Vitória. As sessões de treinamento, com uma a duas horas de duração, ocorrerão uma ou duas vezes por semana. Os animais receberão recompensa com a comida preferida sempre que acertarem a identificação de uma amostra positiva.
“Quando o cão estiver frente a uma amostra positiva, vai cair automaticamente um dispensador de comida que ele goste e ele vai ter essa recompensa. Então, ele vai começar a associar que, toda vez que ele detectar aquele cheiro, ele ganha comida”, explicou Graeff.
A equipe do professor Tim Edwards, da universidade neozelandesa, desenvolveu um carrossel mecânico que organiza as amostras biológicas; o cão aciona o equipamento com o focinho ao descartar a presença da doença, e o sistema automatizado, filmado por câmeras, minimiza a interferência humana. O médico-veterinário Gustavo Jantorno; que treina cães para a Receita Federal e o Ministério da Agricultura — supervisionará o processo.
Os tutores interessados podem inscrever qualquer cão, de raça ou não, pelo WhatsApp (51) 99981–8599, pelo e-mail [email protected] ou pelo Instagram @caes.cancer.
“Cães que gostam muito de brincar e de comer geralmente são os candidatos que vão se dar melhor”, aconselhou Graeff.
