A Polícia Civil prendeu 129 pessoas e bloqueou mais de R$ 237 milhões na Operação Destroyer, deflagrada nesta terça-feira (14). Os agentes cumpriram 61 mandados de prisão em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás, mirando uma facção criminosa com base em Rio Verde (GO). O grupo planejava atacar policiais com granadas, conforme revelou um áudio do suspeito apontado como chefe: “Eu vou bombardear essa cidade todinha, os quatro cantos. Nós vamos planejar um ataque soviético”.
A polícia não divulgou os nomes dos suspeitos. Das 51 prisões realizadas em Goiás, 44 ocorreram em Rio Verde. Os agentes precisaram de um ônibus para transportar os detidos à Casa de Prisão Provisória (CPP) da cidade.
A investigação teve início em julho de 2025, após a polícia receber uma mensagem de que um traficante teria afirmado que Rio Verde estaria sob o comando da facção. O grupo responde por cinco homicídios, duas tentativas de homicídio e seis casos de tortura. As autoridades apreenderam nove armas de fogo e duas granadas.
O delegado Jorge Mesquita afirmou que a facção escolheu Rio Verde pela proximidade com Mato Grosso e a região sudeste, além do crescimento econômico local. A operação abrangeu municípios goianos (Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás), além de Rio de Janeiro e São Gonçalo (RJ), Jandira (SP) e Cuiabá (MT).
O tráfico de drogas constitui a principal atividade do grupo, que também é suspeito de homicídio, tortura, sequestro e lavagem de capitais. A investigação requereu 21 afastamentos de sigilo bancário e o sequestro de bens e valores até R$ 10,5 milhões. Duzentos e cinquenta policiais civis participaram da ação, e um helicóptero deu suporte tático, transportou equipes e fez monitoramento aéreo.
