Donald Trump se comparou a Jesus Cristo em uma postagem em rede social e atacou o Papa Leão XIV, norteamericano como ele.
Quem esse Trump pensa que é?
Que Trump é este que sai da cabeça de Trump?
Que entra em guerra contra Venezuela, Irã e o resto do mundo, fazendo campanha pedindo peloamordeDeus cadê o meu Nobel da Paz?
Trump pensa? Ou não pensa o que é?
O centro das atenções é ele, sempre. Tem que ser. Porque se não for… a bomba vai cair.
Mas o centro do poder mundial já não deixou de ser ele e o país dele? Bom, vocifera batendo o pé o ameaçador negociante – ou o contrário: não é e não é e não é. Paga pra ver?
A vida está em crise existencial, sem a identidade de quem é este que nos fala ora como presidente dos Estados Unidos, ora como pressuposto senhor da Terra.
É a crise dos mísseis.
É a crise das consciências (para os que ainda as têm),
É a crise dos espíritos insanos com seus ódios armados e espíritos desamados de si – embora muito bem imbuídos de propaganda e memes e vitalizações.
A crise das crises.
Pois este senhor de todas as margens habitadas – menos, por suposto, força temida ou renhida maior: a China, a Rússia e, agora, o Irã – está aí, livre e solto produzindo e povoando ódio de lado a lado ideológico.
As pessoas, todas de todas as partes, não sabem como lidar com tal pessoa, não conseguem imaginar o que pessoalmente se passa na alma de tal pessoa, se é que a tem, se não é desalmada tal e qual pessoa.
Mais e mais pessoas torcem a favor do desastre sobre Trump, e pessoas demais rezam contra o desastre humano que se desencadeia em sua desrazão incondicional.
Incrível como não cabe Trump na realidade mais irreal que existe, e que, entanto, seja ele realmente a imagem e semelhança de Hollywood.
Trump é a encarnação da lenda do serial.
Deus é mais. Mais ficcionista que Falkner, Hemmingway e Capote juntos. Sabemos.
Deus não é páreo para Trump. Ninguém para ambição da sua imaginação. Oremos.
O Papa disse, em resposta ao midiático ataque rasteiro de lacração contra a Igreja e a imagem santa da fé milenar:
“Não tenho qualquer intenção de entrar em um debate com ele (Donald Trump). Ao contrário, a mensagem sempre foi a mesma: a paz. Digo isso para todos os líderes do mundo, não apenas para ele: vamos tentar acabar com as guerras e promover a paz e reconciliação.”
O recuo, para a desculpa escaldante de que se comparou a um médico e apenas isso, é Trump sem palavras. No mais profundo dos destinos.
O reino de Trump explode as entrelinhas. Tão sem ponto final: felizes para nunca.
Trump é história incontável.
O que conta não o eleva a Jesus. Ao contrário, joga-o no abismo eterno. Eis a nossa esperança de salvação.
Sem fim, sem começo, Trump queima. E como dói.
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