O pré-candidato a presidente da República do PSD, ex-governador Ronaldo Caiado, está até o último fio de cabelo no centro da eleição em Goiás.
E assim será até outubro. Será mesmo se ele não voltasse a pisar o solo goiano por se dedicar à campanha nacional, sonho vão da oposição no Estado de que ele possa abandonar seu sucessor, Daniel Vilela (MDB) à própria sorte.
Marconi Perillo (PSDB) colabora com essa onipresença ao centrar fogo em Caiado, e muito pouco em Daniel, seu adversário direto e de fato. Por ora, pelo menos.
Wilder Morais também ajuda nessa percepção ao não fazer esforço relevante de campanha. Solta, sua campanha não é dele, é sobre se ele vai ou não ser abraçado de verdade pelo bolsonarismo – e quando.
Na toada, seu futuro não está em suas próprias mãos, e sim nas mãos de Flávio Bolsonaro, candidato a presidente de seu partido, que dialoga ao fundo com Caiado por conta de um possível segundo turno na eleição no Brasil.
Daniel Vilela, por óbvio, vai carregar nos ombros e nos olhos o legado caiadista. Um legado com quase 90% de aprovação dos goianos. Ao falar em continuidade, ele dá o tom claro: seguir com Caiado na percepção de governador de Goiás.
E o PT? O PT goiano tem Caiado como foco porque o PT nacional tem Caiado como adversário já no primeiro turno. Não há como dissociar uma coisa da outra. O que falta, em verdade, é conectar, o que ainda não foi feito porque o PT não tem candidato até agora em Goiás.
Caiado é duas vezes candidato. Ou pré-candidato, como queira a legislação eleitoral. Lá, nacionalmente, é cá, estadualmente. Deverasmente no centro do debate.
Não há como falar em eleição hoje sem que se fale em Caiado. Bem ou mal, dependendo de onde sai a bala. Guerra eleitoral é isso.
