Um incidente envolvendo um bombeiro militar e um grupo de cães no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia, gerou forte repercussão neste domingo (05/04). O agente, que estava uniformizado no momento da ocorrência, utilizou sua arma de fogo contra um dos animais, que não resistiu aos ferimentos. O caso agora é alvo de apuração interna e acompanhamento das autoridades locais.
O que aconteceu?
De acordo com as informações fornecidas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), o militar integra o Batalhão Especializado de Operações com Produtos Perigosos (BEOPP). Ele realizava uma rotina de exercícios físicos nas dependências do estádio quando teria sido cercado por uma matilha de aproximadamente cinco cães.
A versão oficial da corporação sustenta que o bombeiro foi alvo de um ataque coordenado pelos animais, descritos como “errantes” ou abandonados. Durante a tentativa de se desvencilhar, o militar teria sofrido múltiplas mordidas. A nota enviada à imprensa afirma que o disparo foi efetuado como medida de legítima defesa para interromper a agressão dos animais.
Repercussão e registros em redes sociais
O episódio não passou despercebido por moradores dos edifícios vizinhos ao complexo esportivo. Vídeos gravados logo após o disparo mostram o cão caído no asfalto e o militar próximo ao local. As imagens rapidamente se espalharam por aplicativos de mensagens e redes sociais, levantando debates sobre a proporcionalidade da força utilizada e a situação do abandono de animais na região leste da capital.
Após o ocorrido, o bombeiro foi encaminhado para uma unidade de saúde para tratar os ferimentos causados pelas mordidas. Ele também iniciou o protocolo de profilaxia contra a raiva, procedimento padrão em casos de ataques de animais sem histórico vacinal conhecido.
Contexto
Este não é um caso isolado de conflitos envolvendo cães abandonados nas imediações do Serra Dourada. Relatos de pedestres e esportistas que frequentam o local indicam que o número de animais errantes na área tem crescido, aumentando o risco de incidentes.
O CBMGO informou que a conduta do agente será rigorosamente apurada por meio de procedimentos administrativos para verificar se o uso da arma de fogo seguiu os protocolos estabelecidos para situações de risco iminente. Paralelamente, o caso pode ser analisado sob a ótica da legislação de maus-tratos a animais, caso as investigações apontem excesso ou falta de comprovação do ataque.
