Oito em cada dez adultos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão excluídos do mercado de trabalho formal. O dado é do Instituto Data Senado e revela um cenário de preconceito e inacessibilidade.
A mesma pesquisa aponta que 86% dos neurodivergentes empregados afirmam ter sofrido capacitismo, ou seja, discriminação por causa da condição diagnosticada. O problema vai além do desemprego: ele atinge quem já está inserido no sistema.
Um dos principais fatores apontados é a carência de educação profissional voltada para essa população. Estudo publicado em 2024 mostrou que 86,4% dos entrevistados nunca receberam qualquer tipo de treinamento.
O empresário Samuel Carvalho, candidato a deputado estadual pelo Republicanos, afirma que a origem do problema está na educação.
“De acordo com o último Censo, menos de um terço dos adultos autistas conseguiram concluir o ensino fundamental”, informa.
A exclusão de neurodivergentes do mercado representa perda de potencial produtivo. A falta de qualificação e o preconceito afastam uma população que poderia contribuir ativamente para a economia.
O debate tende a crescer na Assembleia Legislativa. Propostas de qualificação e inclusão devem ganhar espaço na pauta política e social.
