A Executiva do PL de Goiás decidiu, na manhã desta quinta-feira (27), receber a representação que pede a expulsão do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, por infidelidade partidária. A decisão foi tomada em sessão extraordinária na sede do partido.
A representação foi protocolada em 22 de agosto por um filiado da legenda. O documento atribui a Márcio Corrêa manifestação pública de apoio à candidatura ao Governo de Goiás diferente daquela que o PL lançou e sustenta oficialmente.
A Executiva aprovou por unanimidade o recebimento da representação ético-disciplinar. O processo segue agora para o Conselho de Ética do partido.
O advogado do PL-GO, Leonardo Batista, explicou em nota que a deliberação constitui juízo exclusivo de admissibilidade.
“A Executiva não julgou a conduta nem aplicou penalidade. A instrução do processo cabe agora ao Conselho de Ética, com contraditório e ampla defesa assegurados ao prefeito de Anápolis, cujo advogado acompanhou a sessão e recebeu cópia integral do processo”, afirmou.
Posição de Wilder Morais
O presidente do PL-GO, Wilder Morais, lamentou que o partido tenha que resolver questões internas em pleno período eleitoral.
“Temos duas missões prioritárias: fazer o estado de Goiás prosperar mais e eleger Flávio Bolsonaro presidente. Ter um processo político sendo instaurado nesse momento é uma infelicidade”, declarou.
O rito disciplinar mantém Márcio Corrêa formalmente sob risco de punição. O caso gera desgaste interno e consome tempo da direção partidária durante a campanha.
O Conselho de Ética deverá receber a defesa do prefeito e elaborar parecer. A decisão final sobre expulsão ou outra medida caberá à Executiva.
Nota do PL na íntegra
Nesta quinta-feira (27) a Comissão Executiva Estadual do Partido Liberal em Goiás reuniu-se, em sessão extraordinária convocada pelo Edital nº 03/2026, e decidiu por unanimidade receber a representação ético-disciplinar apresentada contra o filiado Márcio Corrêa, prefeito de Anápolis. O processo segue de imediato ao Conselho de Ética do partido.
O Advogado do Partido Liberal em Goiás (PL-GO), Dr. Leonardo Batista, explicou que a deliberação constitui juízo exclusivo de admissibilidade. “A Executiva não julgou a conduta nem aplicou penalidade. A instrução do processo cabe agora ao Conselho de Ética, com contraditório e ampla defesa assegurados ao prefeito de Anápolis, cujo advogado acompanhou a sessão e recebeu cópia integral do processo”, afirmou.
O presidente do PL-GO Wilder Morais lamentou que o partido tenha que despender esforços para resolver questões internas enquanto deveria estar focado em discutir pautas para melhorar a vida dos goianos. “Temos duas missões prioritárias: fazer o estado de Goiás prosperar mais, fazendo a riqueza que o estado produz chegar à mesa de cada família goiana e eleger Flávio Bolsonaro presidente, para dar fim ao governo do PT e fazer o Brasil voltar a dar certo. Ter um processo político sendo instaurado nesse momento, trazendo a política municipal para a estadual, é uma infelicidade. O foco deve ser a melhoria de vida dos goianos e questões político partidárias internas não deveriam ocupar esse espaço”, declarou Wilder Morais.
A representação foi protocolada em 22 de agosto por um filiado da legenda. Ela atribui a Márcio Corrêa manifestação pública de apoio a uma candidatura ao Governo de Goiás diferente daquela que o Partido Liberal lançou e sustenta oficialmente. O PL disputa as eleições de 2026 com candidatura própria.
A conduta descrita na representação tem base no Estatuto do Partido Liberal, no Código de Ética da legenda e na Resolução Administrativa nº 004/2026 da Comissão Executiva Nacional. A resolução veda a quem exerce mandato eletivo pelo partido a manifestação pública de apoiamento, em todas as suas formas, a candidatos de outras agremiações ou que não integrem as coligações celebradas pelo PL. Os dispositivos citados estão listados ao final desta nota.
A fidelidade às decisões partidárias legitimamente tomadas é o compromisso que cada filiado assume ao ingressar na legenda. Diante de conduta que, em tese, contraria diretriz nacional expressa, cabia à Executiva Estadual dar curso ao procedimento previsto em suas normas, e foi o que ela fez.
O advogado constituído por Márcio Corrêa esteve presente à sessão, teve acesso franqueado aos autos e recebeu cópia integral do processo ao término dos trabalhos
