Na madrugada desta quinta-feira (2), a Procissão do Fogaréu completou 281 anos e mais uma vez emocionou turistas e moradores na Cidade de Goiás, no noroeste goiano. A iluminação pública do centro histórico cedeu lugar às tochas que cerca de 60 farricocos conduziram pelos 1,5 km do trajeto, onde os últimos momentos de Jesus Cristo se desenrolam.
Ana Luiza Ribeiro celebrou a experiência no Instagram: “Foi lindo. Sou muito grata por poder participar mais um ano desta procissão”.
A tradição teve início em 1745. Os farricocos, com túnicas e máscaras coloridas, representam os soldados romanos à procura de Jesus, cuja imagem estampa uma bandeira. A procissão parte da Igreja da Boa Morte e passa pela Igreja do Rosário, ali, a Última Ceia acontece sem Jesus, com a narração anunciando que ele está entre o povo simples.
Na Igreja São Francisco de Paula, que simboliza o Monte das Oliveiras, os soldados prendem Jesus. Um clarim (instrumento de sopro metálico, parecido com uma trombeta pequena, sem pistões ou válvulas) soa no momento da prisão.
Após a captura, a multidão volta ao ponto inicial, encerrando a encenação. O governo de Goiás reconheceu a Procissão do Fogaréu como Patrimônio Cultural e Imaterial do estado em abril de 2023.
