O índice de rejeição é um dos principais preditores de desempenho eleitoral. A pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira (6) mostra que Marconi Perillo (PSDB) enfrenta um obstáculo severo nesse quesito: 37,8% dos eleitores goianos declaram que não votariam nele.
Candidatos com rejeição elevada têm o teto de votos limitado. Mesmo que consigam crescer na intenção de voto, encontram resistência em eleitores que poderiam migrar de outros candidatos em um eventual segundo turno. O índice de Marconi; quase 38%, indica que mais de um terço do eleitorado veda a possibilidade de apoiá-lo em qualquer circunstância.
Daniel Vilela (MDB), por outro lado, tem rejeição de 15,8%. Isso significa que, além de liderar a intenção de voto com 44,4%, o governador ainda tem espaço para crescer entre os indecisos e entre eleitores de outros candidatos.
O histórico de Marconi
Marconi governou Goiás por quatro mandatos; 1999 a 2006 e 2011 a 2018. Foi um dos políticos mais longevos do estado, mas acumulou desgastes. Foi alvo de investigações e chegou a ser preso temporariamente em 2018, no âmbito de operações que apuravam supostos esquemas de corrupção. Esses episódios, ainda que não tenham resultado em condenações definitivas, contribuíram para a rejeição registrada agora.
A posição de Daniel
O atual governador tenta se descolar da polarização que marcou as últimas eleições nacionais. Sua rejeição baixa e a dianteira folgada na intenção de voto indicam que a estratégia de campanha centrada em entregas da gestão, e não em confrontos ideológicos, tem dado resultado.
O que muda
A pesquisa consolida Daniel como favorito. Para Marconi, o dado de rejeição impõe uma campanha defensiva. Para Wilder Morais (PL), a rejeição de 20,5% é um sinal de alerta, ele é menos conhecido e já encontra resistência significativa.
O retrato do eleitorado
A pesquisa ouviu 1.300 eleitores em 61 municípios, entre 3 e 5 de julho. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com 95% de confiança. O registro no TSE é GO-01366/2026.
