O Ministério Público denunciou seis policiais militares por tortura em Anápolis, apontando contradições na versão apresentada pela corporação. O crime ocorreu em setembro de 2020, quando os militares: subtenente Luis Carlos Pereira da Silva, subtenente Fernando Emílio Silva Pereira, 1º sargento Victor Lemes Vaz da Costa, cabo Gustavo Dutra Monteiro, cabo Paulo Sérgio Santana Albernaz e soldado Pablo Gabriel Pereira Dias, teriam torturado um homem para obter informações, invadido sua casa sem mandado e, após a agressão, obrigado a vítima a trocar de roupa para ocultar vestígios.
O MP questionou um relatório da PM que atribuía apenas a Paulo Sérgio o crime de lesão corporal, classificando a conclusão como tentativa de excluir os demais envolvidos. A promotoria usou dados de GPS da viatura e registros de operações para demonstrar que a rota percorrida confirma a versão da vítima e contradiz a narrativa dos militares.
A juíza Flávia Morais Nagato aceitou a denúncia por tortura e abuso de autoridade e determinou medidas cautelares, proibindo os policiais de contatar a vítima, familiares ou testemunhas. A Polícia Militar, em nota, afirmou que adotou as medidas administrativas cabíveis e que colabora com a Justiça. A defesa dos denunciados não foi localizada. O julgamento ainda não tem data.








