A primeira rodada de intenções de voto para o governo de Goiás em 2026, realizada pelo Instituto Quaest e divulgada nesta quinta-feira (30), aponta o atual vice-governador Daniel Vilela (MDB) na liderança em todos os cenários testados para o primeiro turno. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, mostra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) em segundo lugar, enfrentando, contudo, um alto índice de rejeição entre os eleitores.
No cenário principal para o primeiro turno, Daniel Vilela aparece com 33% das intenções de voto, seguido por Marconi Perillo, que registra 21%. A deputada federal Adriana Accorsi (PT) ocupa a terceira posição com 10%, enquanto o senador Wilder Morais (PL) aparece com 9%. O grupo de indecisos soma 15%, e brancos, nulos ou que não pretendem votar representam 22%.

Simulações de segundo turno e rejeição
Imagens: Divulgação Genial/Quaest
O domínio de Vilela se mantém nas simulações de segundo turno. Em um confronto direto contra Marconi Perillo, o emedebista alcançaria 46% contra 27% do tucano. Se o adversário fosse Wilder Morais, a vantagem de Vilela subiria para 51% contra 21%.
Um dos dados mais significativos da pesquisa é o índice de rejeição, que pode atuar como um teto para o crescimento dos candidatos. Marconi Perillo lidera esse quesito: 50% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Adriana Accorsi aparece com 26% de rejeição, seguida por Daniel Vilela com 19% e Wilder Morais com 18%.
O fator Caiado
A sucessão estadual ocorre sob a influência da alta aprovação da atual gestão. O governador Ronaldo Caiado (União) conta com 84% de aprovação dos goianos, o que fortalece o capital político de seu vice, Daniel Vilela. Apenas 11% desaprovam o governo estadual.
Na corrida para as duas vagas ao Senado, Gracinha Caiado (União) lidera de forma isolada com 22% das intenções de voto. A disputa pela segunda vaga apresenta um empate técnico triplo: Vanderlan Cardoso (12%), Dr. Zacharias Calil (11%) e Gustavo Gayer (10%).
Metodologia
A pesquisa Quaest ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 28 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código GO-00211/2026.

