Casos recentes de racismo e abandono de campo motivaram a International Football Association Board (IFAB) a aprovar, por unanimidade, duas novas regras durante reunião extraordinária em Vancouver, no Canadá, nesta terça-feira.
A partir de agora, o jogador que cobrir a boca em situação de confronto receberá cartão vermelho. O objetivo é coibir comportamentos discriminatórios. Atletas e membros de comissões técnicas que abandonarem o campo em protesto contra decisões da arbitragem também serão expulsos. Protestos que resultarem em abandono coletivo de uma equipe acarretarão derrota por W.O.
A Fifa enviará as novas determinações às 48 seleções que participarão da Copa do Mundo de 2026.
Os gatilhos para as mudanças
Em fevereiro de 2026, um episódio de racismo abalou o duelo entre Real Madrid e Benfica pelos playoffs da Liga dos Campeões. O argentino Prestianni, do clube português, tapou a boca e proferiu ofensas contra Vini Jr. após protestar contra a comemoração do brasileiro. Mbappé, companheiro de Vini, declarou que Prestianni chamou o camisa 7 de “macaco” pelo menos cinco vezes.
O tribunal disciplinar aplicou seis jogos de suspensão ao argentino, mas com uma condição: três partidas ficam suspensas por um período probatório de dois anos. Prestianni cumprirá, portanto, três jogos de imediato, dos quais já abateu a suspensão provisória da partida de volta no Santiago Bernabéu, restando apenas dois jogos a serem efetivamente cumpridos, contanto que não reincida.
Já o abandono de campo teve como palco a final da Copa Africana de Nações. A seleção de Senegal deixou o gramado em protesto, voltou após apelo de Sadio Mané e venceu por 1 a 0 na prorrogação. Meses depois, uma decisão judicial cassou o título dos senegaleses.
