O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (13) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve esclarecer as circunstâncias em que solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horses” sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O site Intercept Brasil revelou os diálogos entre Flávio e Vorcaro; preso e investigado por fraudes bilionária, e o senador confirmou os contatos, embora negue irregularidades.
“O senador Flávio Bolsonaro deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo o que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”, declarou Caiado em nota.
O pré-candidato do PSD também gravou um vídeo para as redes sociais no qual enfatizou que não age como “oportunista” e que “falhas pessoais devem ser tratadas por cada um que venha a ser denunciado”. Segundo ele, a prioridade dos oposicionistas é derrotar Lula (PT) nas urnas em outubro. “O objetivo principal é não mudar o foco, e o foco é derrotar Lula”, disse.
A reação de Caiado contrasta com a de outro pré-candidato, Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais. Em vídeo publicado mais cedo, Zema classificou como “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros” ouvir Flávio cobrando dinheiro de Vorcaro. “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, afirmou.
Renan Santos, pré-candidato pelo Missão, foi ainda mais incisivo. Disse que as denúncias são “óbvias” para quem acompanha o noticiário e associou Flávio a uma série de investigações: “Onde há escândalo de corrupção, há Flávio Bolsonaro”.
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado do senador, desconversou: “Não vou tratar desse assunto aqui hoje. Isso não é pauta”.
O Intercept Brasil aponta que documentos e mensagens indicam o pagamento de pelo menos U$ 24 milhões; cerca de R$ 134 milhões, para a produção do longa.
