As famílias goianienses com rendimento de até cinco salários mínimos enfrentaram uma inflação de 1,14% em abril, medida pelo INPC. O índice ficou bem acima da média nacional de 0,81% e reflete o peso maior de alimentos in natura e energia no orçamento desse grupo. A capital goiana também liderou o IPCA geral entre as 16 regiões analisadas pelo instituto, com 1,12% de alta; quase o dobro da média brasileira de 0,67%.

Os vilões do mês para o consumidor local foram os combustíveis e os alimentos. O grupo Transportes avançou 1,67%, Alimentação e bebidas subiu 1,55% e Saúde e cuidados pessoais marcou 1,09%. Logo atrás de Goiânia, ficaram São Luís (1,09%) e Belém (1,08%). No Centro-Oeste, Brasília teve alta de apenas 0,16%, e Campo Grande, de 1,02%.
No acumulado de 12 meses até abril, a inflação na capital chega a 5,01%, contra 4,39% no Brasil. Nesse horizonte, o maior peso veio de Habitação (11,51%) e Vestuário (8,46%). O IBGE destaca que a diferença reduzida entre o INPC goianiense e o nacional reforça o encarecimento mais intenso justamente daqueles produtos que mais pesam para a população de renda menor.
