A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), apura as circunstâncias da morte de Luciano Milo, de 27 anos. O jovem, que era estudante de Medicina Veterinária, foi encontrado sem vida em seu apartamento, localizado em um condomínio no bairro Cidade Jardim, na capital goiana. O caso, registrado no último final de semana, mobiliza peritos e investigadores em busca de respostas sobre a autoria e a motivação do crime.
De acordo com informações confirmadas pela Polícia Técnico-Científica, o laudo pericial apontou que a causa do óbito foi asfixia por estrangulamento. A confirmação descarta hipóteses de causas naturais ou acidentais, tratando o episódio oficialmente como homicídio qualificado.
Porta destrancada
O corpo de Luciano foi localizado por uma prima na noite de domingo (10 de maio). A família iniciou as buscas após o pai do universitário relatar que não conseguia estabelecer contato com o filho desde as primeiras horas do dia. Ao chegarem ao endereço, no setor Cidade Jardim, os familiares encontraram a porta do apartamento fechada, porém destrancada, o que facilitou o acesso ao interior do imóvel, onde a vítima já estava sem sinais vitais.
As autoridades policiais informaram que não havia sinais de arrombamento aparente nas entradas principais do apartamento, detalhe que deve direcionar a linha de investigação para pessoas que possuíam acesso à residência ou que foram autorizadas a entrar pela própria vítima.
Linhas de investigação
O trabalho investigativo concentra-se agora na análise das imagens registradas pelo sistema de monitoramento do condomínio. Os agentes da DIH estão elaborando uma linha do tempo detalhada, mapeando os passos de Luciano desde a noite de sábado (9), quando ele foi visto retornando ao prédio.
O objetivo é identificar todas as pessoas que entraram ou saíram do bloco nas 24 horas que antecederam o encontro do corpo. “Estamos trabalhando com o cruzamento de dados e o depoimento de vizinhos e familiares para entender o círculo social da vítima e possíveis conflitos recentes”, informaram fontes ligadas à investigação.
Até o fechamento desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso. A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa auxiliar na resolução do caso seja repassada de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia.
