A Copa do Mundo de 2026 está prestes a começar e, em um verdadeiro déjà-vu, o Brasil volta a debater a mesma questão de 2010: Neymar deve ir para a Copa?
Naquele ano, uma dupla surgiu no futebol brasileiro e tomou conta das manchetes, dos bares e das mesas-redondas esportivas: Neymar e Ganso. Jovens, talentosos e protagonistas no Santos, os dois pressionavam por uma vaga na Seleção Brasileira.
Em 2010, Neymar tinha apenas 18 anos. O então técnico Dunga alegava que a falta de experiência impedia sua convocação. Neymar ficou fora da Copa, o Brasil foi eliminado e, rapidamente, o atacante passou a ser tratado como a esperança da reconstrução da seleção brasileira.
Os anos seguintes consolidaram Neymar como o principal jogador brasileiro da geração pós-Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Ele disputou as Copas de 2014, 2018 e 2022, sendo considerado durante anos um dos melhores jogadores do planeta. Ainda assim, o brilho individual nunca foi suficiente para colocá-lo no topo do futebol mundial com um título de Copa ou até mesmo com o prêmio de melhor jogador do mundo.
Na melhor fase da carreira, ainda no Barcelona ao lado de Messi e Suárez, Neymar também não conseguiu levar o Brasil ao tão sonhado título mundial.
Em 2014, na Copa realizada no Brasil, uma lesão o tirou justamente do traumático 7 a 1 contra a Alemanha. De casa, deitado em uma cama enquanto se recuperava, viu a seleção desmoronar na semifinal e depois perder também a disputa pelo terceiro lugar.
Na Rússia, em 2018, a história voltou a se repetir. Neymar chegou à Copa ainda sem estar 100% fisicamente após uma lesão e, mais uma vez, não conseguiu conduzir o Brasil ao título.
Em 2022 parecia ser a grande chance. A seleção era consistente, organizada e chegava forte ao Mundial. Mas o Brasil caiu novamente antes da final. Após a eliminação, cresceram as críticas ao chamado “pacote Neymar”: privilégios dentro da delegação, influência excessiva de familiares e a presença constante dos famosos “parças”.
As críticas ao comportamento fora de campo aumentaram ainda mais nos anos seguintes. Na preparação para a Copa de 2026, o nome de Neymar continuou presente, mas já longe da unanimidade de outros tempos. Ele deixou a França, foi para a Arábia Saudita e depois retornou ao Santos, tentando recuperar espaço e prestígio.
O problema é que Neymar já não parece um atleta de alto rendimento. Entre lesões frequentes e polêmicas extracampo, o camisa 10 nunca conseguiu recuperar plenamente o protagonismo que teve no passado.
Desde que voltou ao futebol brasileiro, em janeiro de 2025, Neymar ainda não conseguiu se firmar no Santos, nem apresentar o futebol que fez dele o maior talento brasileiro das últimas décadas. Pela primeira vez, sua presença em uma Copa do Mundo parece realmente ameaçada.
E assim, 16 anos depois, o Brasil revive a mesma dúvida: Neymar vai para a Copa?
