A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Aurum, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em furtos qualificados contra joalherias situadas em centros de compras. O grupo, apelidado pelas autoridades de “Piratas de Shopping”, é investigado por um prejuízo que alcança a marca de R$ 500 mil em mercadorias subtraídas.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) por meio dos grupos especializados GARRA e GAB, apontam que o crime central que motivou a operação ocorreu durante o feriado de Carnaval deste ano. Na ocasião, uma joalheria em um shopping de Goiânia foi alvo da ação criminosa, que chamou a atenção pelo método audacioso utilizado pelos envolvidos.
Modus Operandi
De acordo com os elementos colhidos pela DEIC, os suspeitos utilizavam uma técnica de infiltração específica: um dos integrantes do grupo entrava no estabelecimento ainda durante o horário de funcionamento e permanecia escondido após o fechamento do shopping. Uma vez que o local estava vazio e os sistemas de segurança operavam sob vigilância reduzida de pessoal, o suspeito realizava o arrombamento e a coleta das joias.
Essa estratégia permitia que os criminosos evitassem o rompimento de barreiras externas pesadas, focando no estoque interno de metais e pedras preciosas. Após o furto, a associação trabalhava na logística de escoamento desses itens, dificultando a recuperação imediata do patrimônio pelas vítimas.
Mandados
Nesta fase da Operação Aurum, os agentes cumprem cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão. O foco das diligências está concentrado na cidade de Santo Antônio do Descoberto e em municípios vizinhos, na região do Entorno do Distrito Federal.
O material apreendido durante as buscas será analisado para identificar outros possíveis integrantes da rede e descobrir se o grupo possui participação em furtos semelhantes registrados em outras capitais brasileiras. A polícia busca, ainda, localizar o paradeiro das joias que ainda não foram recuperadas ou rastrear os valores obtidos com a possível venda ilícita dos produtos.
Até o momento, a identidade dos detidos não foi divulgada para não comprometer o andamento das diligências, que seguem em caráter de urgência. A investigação continua para determinar se houve auxílio interno ou falhas específicas na segurança privada do centro de compras que facilitaram a permanência do suspeito no local durante o feriado.




