O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar humanitária por 90 dias, e o ex-presidente recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), chegando em casa em Brasília. Moraes acolheu os argumentos da defesa e o parecer favorável da PGR, que apontaram a necessidade de um ambiente adequado para a recuperação plena.
“O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica […] o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões pode durar entre 45 e 90 dias”, escreveu o ministro.
Bolsonaro deixou o hospital DF Star por volta das 10h, em carro descaracterizado e sem escolta. Ele estava internado desde 13 de março, quando os médicos diagnosticaram broncopneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Passou dez dias na UTI e foi transferido para o quarto na segunda (23). Ao chegar em casa, no bairro Jardim Botânico, apareceu no jardim usando colete à prova de balas.
A transferência para o regime domiciliar impõe restrições: uso ininterrupto de tornozeleira eletrônica, proibição de utilizar qualquer meio de comunicação (inclusive por terceiros) e proibição total de postagens, gravação de vídeos ou áudios. Ao final dos 90 dias, Bolsonaro passará por nova perícia médica oficial para avaliar se retorna à prisão ou se prorroga o benefício. Moraes ressaltou que a estrutura da “Papudinha” (19º Batalhão da PM) era “eficiente e eficaz”, com atendimento imediato e monitoramento médico três vezes ao dia.
