A Frente Democrática de Goiás, que reúne PT, PSB, PV, Rede, PCdoB, PDT e Psol, realizou nesta quinta-feira (23) mais uma rodada de negociações para definir a chapa majoritária que disputará as eleições de 2026. O encontro resultou em um consenso parcial: o candidato a vice-governador na chapa do petista Luis Cesar Bueno sairá do PDT.
O principal nome cotado para a vaga é o advogado Carlos Mundim, atualmente pré-candidato ao Senado. A legenda ainda avalia se o mantém na disputa pelo Senado ou se o desloca para compor a majoritária ao lado de Bueno. A decisão sobre o vice foi o único ponto pacificado na reunião.
O impasse continua em relação às candidaturas ao Senado. Três nomes despontam como opções: Cíntia Dias (Psol), Isaura Lemos (PSB) e Aldo Arantes (PCdoB). As lideranças partidárias admitem que a definição passa pelo peso eleitoral de cada sigla. O PSB, presidido pela vereadora Aava Santiago, tem quase dois minutos de tempo de televisão. O PCdoB dispõe de apenas 23 segundos.
Por essa razão, o maior indicativo é que a chapa feche com os nomes do PSB e do Psol. O PCdoB, contudo, insiste em manter Aldo Arantes na disputa. As negociações seguem ao longo da próxima semana. O prazo final para bater o martelo é a convenção partidária, marcada para 4 de agosto.
A definição do vice destrava parte da engenharia política da aliança e permite que Bueno intensifique sua pré-campanha com um nome confirmado na chapa. A indefinição sobre o Senado, porém, mantém a Frente Democrática sem palanque completo a poucas semanas da convenção.
Os partidos voltam a se reunir na próxima semana para tentar fechar as duas vagas ao Senado. O prazo limite é a convenção de 4 de agosto. Até lá, as legendas negociam com base no tempo de TV e na viabilidade eleitoral de cada nome.
