O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de uma missão humanitária brasileira para auxiliar a Venezuela após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a região central do país na última terça-feira (24). A operação mobiliza equipes especializadas de resgate, estrutura médica e equipamentos de apoio em uma resposta ao pedido feito pelo governo venezuelano diante da crise humanitária.
A primeira equipe deve embarcar nesta sexta-feira (26), em uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), partindo de Guarulhos (SP). A missão reúne 44 profissionais, entre integrantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), bombeiros militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Os técnicos da Anatel levarão equipamentos capazes de identificar sinais de telefones celulares sob os escombros, tecnologia utilizada para aumentar as chances de localização de sobreviventes em áreas atingidas por desabamentos.
Além das equipes de busca e salvamento, o Brasil enviará, no sábado (27), um hospital de campanha com equipe médica, medicamentos, insumos hospitalares e cem purificadores de água movidos a energia solar, cada um com capacidade para tratar até 5 mil litros de água por dia. Os equipamentos serão destinados à Defesa Civil venezuelana.
Apoio ocorre após pedido da Venezuela
A decisão foi tomada depois que a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, aceitou a oferta de ajuda apresentada pelo governo brasileiro. Lula também manifestou solidariedade ao povo venezuelano e colocou o país à disposição para colaborar com as ações de resposta à emergência.
A mobilização brasileira ocorre em paralelo ao esforço de outros países e organismos internacionais, que também anunciaram o envio de equipes especializadas, suprimentos e assistência humanitária para apoiar as autoridades venezuelanas.
Terremotos deixaram mortos, feridos e danos à infraestrutura
Segundo as autoridades venezuelanas, os terremotos foram seguidos por cerca de 20 réplicas e provocaram desabamentos de edifícios em Caracas, além de danos estruturais ao Aeroporto Internacional de Maiquetía, que teve as operações suspensas.
O balanço oficial divulgado até o momento aponta 164 mortes e 971 pessoas feridas. Diante da gravidade da situação, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional e solicitou apoio da comunidade internacional para ampliar as ações de assistência às vítimas.
