O governo federal lançou o edital de licitação do Novo Anel Viário da Região Metropolitana de Goiânia, o Contorno Leste. A medida cria uma rota alternativa para o tráfego de longa distância e reduz a circulação de veículos pesados nos trechos urbanos da BR-153, hoje um dos principais pontos de pressão sobre a mobilidade da capital, especialmente a partir das 17h.
O movimento representa um avanço para uma obra discutida há décadas e considerada estratégica para a logística do Centro-Oeste. Inserido no Novo PAC, o empreendimento ganhou força depois de articulação da bancada federal goiana em Brasília — um indicativo de que a pauta de infraestrutura regional voltou a ocupar espaço na agenda do governo central.
A decisão fortalece os municípios da rota — Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Hidrolândia — ao ampliar sua atratividade para distritos industriais e centros de distribuição.
Segundo os estudos técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o novo corredor deve receber cerca de 22 mil veículos por dia até 2035.

O projeto prevê:
- 44 quilômetros de rodovia pavimentada com concreto rígido nas pistas principais;
- seis faixas de rolamento e duas vias marginais;
- 26 quilômetros de interligações com eixos rodoviários da região;
- 45 obras especiais, sendo 10 pontes e 35 viadutos;
- Conexões com as rodovias GO-020, GO-010, GO-019 e GO-537, com as BRs 153 e 060, com a Avenida Bela Vista, com o futuro aeroporto de cargas e o polo industrial de Aparecida de Goiânia, e com o campus da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A obra reposiciona Goiás no sistema de transportes do país. A BR-153 conecta fluxos de mercadorias entre as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, e a separação entre tráfego de passagem e trânsito local deve ampliar a segurança viária e a fluidez metropolitana — fatores que pesam diretamente na disputa entre municípios por novos investimentos logísticos.
O processo licitatório segue sob comando do Ministério dos Transportes. Para acelerar o início das obras, o Dnit definiu que a empresa vencedora receberá o projeto executivo já aprovado, além das licenças ambientais necessárias. O edital fixa prazo de até três anos para a conclusão dos trabalhos após a assinatura do contrato — janela que será o principal ponto de observação para medir se o cronograma resiste às etapas seguintes da licitação.
