A oposição não aproveita uma oportunidade.
A conclusão, por incrível que pareça, é de um governista.
Não há oposição em Goiás.
Marconi Perillo (PSDB) até tenta.
Bate na falta de investimentos em segurança, cutuca a ação do governo no episódio da senhora que tentou impedir a desapropriação de parte de sua terra para a duplicação da rodovia para Catalão.
Falou sério, buscando diferença como governado (o que foi, o que seria). Falou, falou, falou.
Seu alvo principal não é Daniel Vilela, o governador pré-candidato à reeleição e seu adversário direto. Uma indicação (de marqueteiro?) de que menospreza Daniel como adversário, ou não quer polarização agora.
O alvo em geral é Ronaldo Caiado, o ex-governador que deixou a cadeira com quase 90% de aprovação pra ser pré-candidato a presidente da República. Ou aquilo: lustro da imagem política.
Ele também fala o tempo todo de seu tempo novo, marca de seus quatro governos. É uma estratégia. Está estacionado em distante segundo lugar nas pesquisas.
Wilder não ofende ninguém. Não quer. Não vê necessidade disso. É sua estratégia não se opor – apenas esperar. Está em terceiro nas pesquisas. Em uma, chega a segundo.
Discurso de oposição é o que o PT nunca fez em Goiás. Nem a Caiado, em a Marconi quando governador, nem a Iris. Foi aliado direto ou indireto de todos.
O PT só aparece na lente das pesquisas com a deputada federal Adriana Accorsi. Sem ela, cadê?
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Sim, nada de novo aqui. Só pra repetir o que é conhecido nos quatro cantos do Estado.
E lembrar o óbvio: como esperar que algo mude na eleição se todos acabam andando na mesma direção?
Não é a oposição em Goiás que morreu. O que morreu foi o outro futuro. O que não conheceremos. A alternativa que não se estabelece por razões de incompetência política (para dizer pouco).
Morrem todo dia em Goiás políticos promissores que ou se rendem ao governo, ou se derrotam na própria estratégia.
O que temos para amanhã é só o hoje mesmo.
E, a julgar pela vontade popular, está ótimo e aprovado. É isso aí. Como foram 16 anos de PMDB. E, depois, 20 anos de PSDB.
Os anos passados com Caiado e apoiados no poder estão só, e somente só, começando.
É a notícia do momento.
Tudo lavrado em cartório eleitoral e sacramentado pelos quase 90% que aprovam Caiado e colocam Daniel Vilela na liderança das pesquisas para outubro próximo.
