As tretas dos candidatos que animam a guerra eleitoral em Goiás
Vai fazendo as contas aí:
Retratos em preto e branco da campanha em Goiás nesta altura do campeonato eleitoral.
Vamos lá.
José Nelto (UB) atacou dias atrás Pedro Sales e agora ataca Fátima Gavioli (ambos PSD). (Nelto sempre ataca). Todos são candidatos a deputado federal.
Luiz Carlos do Carmo (MDB) ataca José Mário Schreiner e cutuca Adriano Rocha Lima e Gustavo Mendanha. Todos são candidatos a vice do governador Daniel Vilela, que busca a reeleição.
Humberto Teófilo ataca Oséias Varão. Os dois são pré-candidatos a senador aliados de Wilder Morais, candidato a governador pelo PL.
Wilder e Gustavo Gayer, também pré-candidato a senador, fingem que não, mas são mais tapas do que beijos nos bastidores. Clima quente.
Delúbio Soares, Rubens Otoni e Adriana Accorsi batem cabeça e distribuem palavras grandes nos corredores políticos do PT.
São pré-candidato a deputado federal, mas os dois primeiros preferem jogar Adriana na fogueira da candidatura ao governo, abrindo caminho para eles.
Amor e ódio. É esta a matéria prima da política goiana neste momento. Não define a guerra. Tumultua. Mas o que não é tumulto e caos em campanha?
Tem mais confusão acontecendo. Quem não viu a sessão poradseis entre os deputados estadual a Major Araújo X Amauri Ribeiro, com Wilder X Gayer no centro da mira?
Como perder capítulos da série bateu-levou do candidato à reeleição Clécio Alves (PSDB) contra o prefeito Sandro Mabel, de Goiânia? Efeitos colaterais e eleitorais.
E deve piorar, o que não significa dinamitar candidaturas deles próprios ou dos titulares no Executivo.
O outro lado: não ter confusão é bom ou ruim pra Marconi Perillo (PSDB)? (E o Clécio?) Sinal de unidade ou passividade extrema, sintoma de falta de perspectiva (dirão os adversários)?
Fiquemos nesses exemplos para não matar de rir o eleitor que sempre torce mais pro circo do que pelo palanque.
Porém podemos voltar a qualquer momento com novas tretas do mundo da política goiana. Quem viver, verá.
