A Meta deu início aos testes oficiais do WhatsApp Plus, uma modalidade de assinatura mensal que oferece recursos exclusivos de estética e organização para o mensageiro. Identificada inicialmente em versões beta para o sistema Android, a novidade está sendo liberada gradualmente para usuários em países da Europa, no México e no Paquistão, sinalizando uma nova fase na estratégia de monetização da plataforma de Mark Zuckerberg.
Diferente das versões não oficiais que circulavam anteriormente com nomes similares, o WhatsApp Plus é um produto nativo. O objetivo da empresa é oferecer uma camada extra de funcionalidades para usuários que buscam maior controle sobre a interface do aplicativo, sem retirar a gratuidade das funções essenciais de comunicação, como o envio de mensagens e chamadas com criptografia de ponta a ponta.
O que muda na versão paga?

Entre as principais mudanças, o destaque reside na produtividade. Atualmente, a versão gratuita permite fixar apenas três conversas no topo da lista. Com a assinatura, esse limite sobe para 20 chats, facilitando o fluxo de trabalho para quem utiliza o aplicativo profissionalmente. Além disso, o pacote inclui:
- Customização visual: Acesso a 18 cores de interface e 14 opções de ícones para a tela inicial do smartphone.
- Elementos sonoros: Dez novos toques exclusivos para chamadas e notificações.
- Recursos de mídia: Figurinhas premium com animações em tela cheia e temas personalizados.
- Gestão de listas: Ferramentas para aplicar configurações de tema e som em massa para listas específicas de contatos.
Valores e disponibilidade
Embora a Meta ainda não tenha oficializado uma tabela de preços global, os valores convertidos indicam uma variação regional significativa. Na União Europeia, a assinatura mensal custa 2,49 euros (cerca de R$ 14,55). No México, o valor identificado foi de 29 pesos (aproximadamente R$ 8,30).
Ainda não há uma previsão exata para o lançamento do WhatsApp Plus no Brasil ou para dispositivos iOS. No entanto, a expectativa é que a fase de testes sirva para ajustar o modelo de cobrança e a estabilidade das ferramentas antes de uma expansão global. O movimento segue a tendência de concorrentes como o Telegram, que já opera com um serviço premium para custear o desenvolvimento de novas tecnologias.
