A comunidade acadêmica de Goiás e amigos próximos manifestam pesar pela perda prematura do professor Danilo Neves Pereira, de 35 anos. A confirmação de seu falecimento em Buenos Aires, na Argentina, após um período de desaparecimento, gerou uma onda de homenagens que destacam não apenas sua trajetória técnica, mas o impacto humano de sua atuação nas salas de aula da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Danilo era uma figura intrinsecamente ligada à UFG. Egresso da instituição, onde cursou a graduação em Letras: Inglês e o mestrado em Letras e Linguística, ele dedicou mais de uma década ao ensino no Centro de Línguas (CL), entre 2010 e 2022. Seu currículo também registra uma passagem como professor substituto no Departamento de Línguas Estrangeiras, consolidando sua imagem como um educador comprometido com a excelência linguística e o incentivo à leitura.
Reconhecimento e comoção
Nas redes sociais, as manifestações de ex-alunos revelam o tom de sua pedagogia. Mensagens descrevem Danilo como um docente “amável”, “carinhoso” e possuidor de uma “sensibilidade ímpar”. Para muitos que passaram por suas turmas, o professor foi o responsável por despertar o prazer pela literatura estrangeira e pelo domínio do idioma inglês, deixando o que colegas descrevem como um “legado de profissionalismo”.
A Reitoria da UFG emitiu uma nota oficial de pesar, ressaltando o reconhecimento que o docente possuía entre seus pares. A instituição destacou que a trajetória de Danilo foi marcada pelo compromisso com a educação pública de qualidade, sendo uma referência para estudantes e outros profissionais da área de Letras em Goiás.
O caso na Argentina
O desfecho trágico ocorre seis meses após Danilo se mudar para a capital argentina em busca de novas frentes de trabalho. O professor foi encontrado em uma unidade de saúde após seis dias de buscas. Segundo os registros, ele saiu de casa para um encontro marcado via aplicativo e chegou a enviar sua localização em tempo real para um amigo pouco antes de cessar a comunicação.
Ele deu entrada no Hospital Ramos Mejía em estado grave e sem documentos, o que dificultou a identificação imediata. A causa da morte ainda é objeto de investigação pelas autoridades argentinas, que realizam perícias para esclarecer o intervalo entre o desaparecimento e a internação. O consulado brasileiro acompanha os desdobramentos e auxilia a família nos trâmites necessários.
