Depois da guerra pela entrada de pré-candidatos nos partidos para formação de chapas competitivas, começa agora o bota-fora de nomes para inviabilizar chapas. O foco principal: as candidatas.
A manobra atende a uma estratégia pragmática dos grandes para sufocar os pequenos. Quem tem dinheiro e cargos comanda a festa nos bastidores.
As legendas menores, que conseguiram se organizar para eleger dois, três deputados estaduais, um ou dois federais, são o alvo direto.
Aguentar o tranco é um detalhe que pesa. Como garantir estrutura? Como assegurar dinheiro para a fricção das ruas e o olho no olho com o eleitor, e antes, com as chamadas lideranças, que exigem recursos antes de irem a campo pedir voto?
Uma mulher tirada de uma chapa pode significar um golpe de morte. É preciso cumprir a cota. Se não tem candidata, não tem cota. Se não tem cota, não tem chapa. Logo, a chapa adversária lucra porque serão menos competidores na rua.
As tratativas de bastidores são uma realidade e tem força para definir o futuro de muitas chapa e suas frágeis candidaturas daqui até as convenções, em julho.
