O BTS dá início nesta quinta-feira (9) a uma turnê global que analistas projetam como potencialmente maior do que a “Eras Tour” de Taylor Swift em termos de receita. Serão 85 shows em 34 cidades, abrangendo Ásia, América do Norte, Europa e América Latina. Na região, o grupo se apresenta na Cidade do México, Bogotá, Lima, Santiago, Buenos Aires e São Paulo.
A estreia acontece em Goyang, cidade natal do líder RM, nos dias 9, 11 e 12 de abril. A previsão é de 40 mil espectadores por noite. A cidade decorou pontos turísticos como o Parque do Lago Ilsan com iluminação roxa, a cor símbolo do BTS. Os fãs enfrentaram a chuva e aguardaram do lado de fora do estádio.
O retorno do grupo aos palcos com todos os integrantes ocorreu em março, após quase quatro anos de hiato por causa do serviço militar. O show na praça Gwanghwamun atraiu cerca de 100 mil pessoas, e a transmissão da Netflix atingiu 18,4 milhões de espectadores.
O álbum “ARIRANG”, lançado na véspera, incorpora elementos da identidade coreana e faz referência a uma canção folclórica ligada à nostalgia e à separação. Segundo Kim Jeong-seob, autor de “O universo do BTS”, o grupo quis ir além dos temas da juventude e refletir mais profundamente sobre si mesmo. A turnê, para ele, representa um “novo capítulo” e pode abordar questões globais como guerras e conflitos.
O BTS desafia a tendência do setor, onde muitos grupos se dissolvem após o serviço militar. O novo álbum tornou-se o primeiro de k-pop a liderar a Billboard 200 por duas semanas seguidas, e as músicas chegaram ao topo do Spotify global. “Isso é extremamente importante para o futuro da K-cultura”, afirmou o sociólogo Sam Richards. O sucesso contínuo do BTS também reflete a força do ARMY, uma das comunidades de fãs mais organizadas do mundo.
