Um forte temporal atingiu Goiânia na tarde de quarta-feira (8/4), resultando em alagamentos severos, pessoas ilhadas e danos estruturais em diversas regiões. De acordo com o Centro de Informações Hidrológicas e Meteorológicas (Cimehgo), o volume de precipitação beirou os 100 mm na região Norte, o que provocou o transbordamento de vias e a interdição de pontos estratégicos para o fluxo de veículos.
Região Norte teve o maior volume de água
O Setor Goiânia 2 foi o ponto mais crítico da capital. Dados oficiais apontam que o bairro registrou 99,2 mm de chuva em poucas horas — um volume considerado atípico para o período. Outros locais também apresentaram índices elevados, como o Setor Perim (88,2 mm), a Região Central (61,8 mm), a Região Leste (55,8 mm) e a Região Oeste (53,0 mm).
O acúmulo de água foi suficiente para invadir estabelecimentos comerciais e prédios públicos, incluindo a sede do Conselho Tutelar de Campinas. Na Avenida Perimetral Norte, em frente a um shopping, e na Avenida Boulevard, o trânsito precisou ser interrompido devido à profundidade da enxurrada.
Resgates
O cenário de emergência exigiu intervenção direta do Corpo de Bombeiros. No viaduto da Perimetral Norte, um motorista ficou preso no interior do veículo após o nível da água subir rapidamente. Situação semelhante ocorreu com passageiros de um ônibus coletivo, que precisaram de auxílio para desembarcar do veículo inundado em segurança.
Imagens de monitoramento também registraram o momento em que um motociclista quase foi levado pela força da água no Setor Crimeia Leste. O condutor recebeu ajuda de populares para evitar ser arrastado pela correnteza.
Danos

Além das inundações, a força dos ventos causou a queda de 25 árvores e grandes galhos em toda a cidade. O Setor Goiânia 2 novamente liderou as estatísticas, concentrando 18 dessas ocorrências. Apesar da magnitude dos danos materiais e do pânico gerado entre os moradores, as autoridades confirmaram que não houve registro de feridos ou vítimas fatais até a última atualização deste relatório.
As equipes de limpeza urbana e a Defesa Civil seguem monitorando as áreas de risco, enquanto o trânsito nas principais vias afetadas começa a ser normalizado com o escoamento gradual da água.
