A Associação Acadêmica, Atlética e Científica dos Estudantes de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG), amplamente conhecida como Mafiosa, anunciou a expulsão definitiva de seu ex-presidente nesta semana. A medida ocorre após a confirmação de um episódio de racismo ocorrido dentro das dependências da faculdade em setembro de 2025, que só se tornou de conhecimento público recentemente.
De acordo com as informações apuradas, a vítima das ofensas era uma universitária que, na época, também integrava o corpo diretivo da organização. O caso foi mantido sob sigilo pela administração anterior, que optou por uma “política de conciliação” em vez de punição imediata. A atual gestão da atlética classificou a decisão da diretoria passada como um erro grave e incompatível com a responsabilidade da instituição.
Injúria e a “justificativa” do autor
Testemunhas relataram que o ex-presidente utilizou termos pejorativos e racistas contra a colega durante uma interação presencial. Ao ser questionado internamente sobre o teor das ofensas, o estudante teria minimizado o ato, alegando tratar-se de uma “brincadeira” e oferecendo interpretações particulares para as palavras utilizadas.
Diante do ambiente hostil e da falta de suporte institucional no momento do ocorrido, a vítima optou por se afastar de suas funções na atlética. O caso só ganhou atenção externa na última sexta-feira (3), quando os demais membros, atletas e associados tomaram ciência da gravidade dos fatos e da omissão da cúpula anterior.
Medidas e reformulação da diretoria
Em resposta à crise, a Mafiosa formalizou não apenas a expulsão do autor das ofensas, mas também o desligamento de todos os membros do conselho executivo que participaram da decisão de ocultar o caso. Segundo a nota oficial, a nova diretoria busca agora reparar os danos causados pela demora na resolução do episódio.
A associação informou que novas eleições serão convocadas para preencher os cargos vagos. Além disso, o ex-presidente está proibido de participar de qualquer evento, treino ou atividade organizada pela atlética. O grupo também se comprometeu a oferecer suporte jurídico e amparo psicológico à vítima.
Até o fechamento desta reportagem, a Reitoria da UFG não havia se manifestado oficialmente sobre possíveis processos disciplinares acadêmicos contra os envolvidos. O espaço segue aberto para a defesa do ex-estudante, que não teve sua identidade divulgada pelos canais oficiais da atlética.
