A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 2ª Delegacia Distrital de Catalão, cumpriu o mandado de prisão preventiva contra Elias Pires Monteiro, de 39 anos, nesta terça-feira, 31 de março. O investigado, que atuava como influenciador digital e líder de jovens em uma congregação local, é suspeito de praticar estupro de vulnerável contra diversas crianças e adolescentes. Até o fechamento desta reportagem, pelo menos 10 vítimas já haviam formalizado denúncias junto às autoridades.
De acordo com as investigações conduzidas pela delegacia responsável, Monteiro utilizava seu status de liderança religiosa para estabelecer vínculos de proximidade e confiança com as vítimas e seus familiares. O inquérito aponta que o suspeito iniciava os contatos por meio de redes sociais, evoluindo para conversas de cunho íntimo e, posteriormente, agendava encontros presenciais sob pretextos diversos.
Modus operandi
Os depoimentos colhidos pela PCGO revelam um padrão de aliciamento e manipulação psicológica. Em um dos casos registrados, um adolescente, que possuía 13 anos na época dos fatos, relatou ter sido abusado em dois locais distintos: nas proximidades de um cemitério e na residência do investigado.
Outro relato detalha a conduta de Monteiro ao atrair uma jovem de 14 anos à sua casa sob a justificativa de tratar de assuntos pertinentes à igreja. Segundo o depoimento, ao chegarem ao local, o suspeito teria trancado as saídas, consumado o ato sexual e proferido ameaças para garantir o silêncio da vítima.
Apreensão das provas
Durante a operação, os agentes apreenderam o aparelho celular e computadores de Elias Monteiro. A perícia preliminar nos dispositivos identificou arquivos digitais, incluindo vídeos e fotografias de conteúdo sexual envolvendo menores de idade, além de registros de conversas que corroboram os relatos das vítimas.
A Polícia Civil optou pela divulgação da imagem do suspeito com o intuito de que outras possíveis vítimas se sintam encorajadas a procurar a delegacia e formalizar novas denúncias. A corporação ressalta que o sigilo e a proteção dos denunciantes são garantidos por lei.
