Clebya Aparecida Ribeiro de Oliveira, de 44 anos, ficou deprimida e chorou no local de trabalho após ser alvo de discriminação etária no escritório de contabilidade onde atuava em Goiânia. Colegas a chamavam de “véia“, e a gerente declarou que a empresa não deveria contratar “gente velha“. O caso chegou à Justiça, e a juíza Eunice Fernandes de Castro, do TRT-GO, converteu o pedido de demissão da funcionária em rescisão indireta, garantindo-lhe indenização e verbas rescisórias.
Em seu depoimento, Clebya demonstrou grande abalo emocional, conforme registrou a magistrada na decisão de outubro de 2025. Uma colega confirmou que a assistente financeira era a única do setor a ter apelido. A juíza destacou que a atitude da gerente agravou a situação, pois “legitima e incentiva a prática discriminatória pelos demais colegas“.
O escritório, de Humberto Teles Ferreira, recorreu da condenação. No final de fevereiro, a 1ª Turma do TRT-GO manteve a decisão por unanimidade, mas reduziu a indenização por danos morais de R$ 3 mil para R$ 1,5 mil, considerando a ofensa de natureza “leve”. Clebya ainda receberá aviso prévio indenizado, férias proporcionais, 13º salário e multa de 40% do FGTS.
A reportagem não conseguiu contato com o patrão para comentar o caso.








