Criado em 2021 pelo Governo de Goiás, o programa Bolsa Estudo passou a ser citado como referência para a formulação de uma política nacional voltada à permanência de estudantes no ensino médio. A iniciativa estadual antecede o programa federal Pé-de-Meia, lançado em 2023 com objetivo semelhante: reduzir a evasão escolar por meio de incentivo financeiro.
O Bolsa Estudo é destinado a alunos da rede pública estadual e prevê o pagamento do benefício em dez parcelas ao longo do ano, com exceção de janeiro e julho. Para continuar recebendo o valor, o estudante precisa cumprir critérios como frequência e desempenho escolar. A proposta é associar o incentivo financeiro ao acompanhamento pedagógico.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação, equipes técnicas do Ministério da Educação realizaram reuniões com profissionais de Goiás para entender a estrutura tecnológica e operacional do programa antes da implementação da política federal. O intercâmbio ocorreu meses antes da consolidação do Pé-de-Meia.
Dados divulgados pela pasta estadual indicam que os primeiros resultados do Bolsa Estudo começaram a aparecer ainda em 2022, com impacto na permanência dos alunos na escola. A gestão estadual atribui ao programa parte da redução nos índices de abandono registrados no período pós-pandemia, quando redes de ensino em todo o país enfrentaram aumento da evasão.
Especialistas em políticas públicas educacionais apontam que programas de transferência condicionada de renda, quando atrelados a metas de frequência e desempenho, podem contribuir para manter estudantes em sala de aula — sobretudo em contextos de vulnerabilidade social.
A discussão sobre evasão escolar ganhou força nacional após os efeitos da pandemia de Covid-19, que ampliou desigualdades e interrompeu trajetórias escolares. Hoje, tanto iniciativas estaduais quanto federais buscam enfrentar esse desafio por meio de mecanismos de incentivo financeiro e monitoramento educacional.









