Um homem de 27 anos morreu na madrugada do último domingo (8) após uma troca de tiros com a Polícia Militar em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. O suspeito, que possuía uma ficha criminal extensa, era monitorado por ostentar armas de grosso calibre em suas redes sociais e por manter supostas ligações com organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro.
De acordo com as informações fornecidas pela corporação, a ocorrência teve início durante uma tentativa de abordagem na frente da residência do indivíduo. Ao perceber a presença dos policiais, o jovem teria reagido e iniciado um disparo contra a equipe, o que resultou no revide. Após o confronto, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro, mas o óbito foi constatado ainda no local.
Histórico
Durante a busca domiciliar realizada após a ação, as equipes policiais localizaram tabletes de maconha, diversas porções de cocaína e uma balança de precisão, itens que reforçam a tese de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Além das drogas, a arma utilizada contra os militares foi apreendida e encaminhada para perícia.
O histórico do suspeito já era conhecido pelas autoridades goianas. Ele acumulava registros por roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e ameaça. Mais recentemente, sua atividade digital chamou a atenção da inteligência policial. Em seus perfis nas redes sociais, o homem costumava publicar fotos e vídeos portando fuzis em comunidades fluminenses, além de conteúdos que sugeriam uma rotina de ostentação vinculada à criminalidade.
Conexão com o Rio de Janeiro
As investigações apontam que o jovem não apenas visitava o Rio de Janeiro, mas mantinha uma relação ativa com uma facção local. Ele é apontado como o organizador de um “foguetório” realizado em Goiânia em outubro de 2025. O evento teria sido uma manifestação de apoio e homenagem a membros da organização mortos durante uma megaoperação policial ocorrida na capital carioca naquele período.
A Polícia Civil deve seguir com as investigações para identificar se outros indivíduos em Aparecida de Goiânia possuem conexões com o grupo criminoso e se a residência funcionava como um ponto de distribuição de drogas para a região.
*Com informações do G1






