As cidades de Aparecida de Goiânia, Goiânia e Anápolis deram início, nesta quinta-feira (05), à Operação Mulheres 2026. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e executada pela Polícia Civil de Goiás, visa intensificar o combate à violência contra a mulher por meio de conscientização, fiscalização e incentivo às denúncias. O lançamento oficial ocorreu em solenidade no Centro Cultural Oscar Niemeyer.
O projeto foca na educação preventiva e na repressão qualificada. Em Aparecida, o cronograma inclui a instalação de 100 outdoors estratégicos, além da adesivagem de 135 ônibus do transporte coletivo. O objetivo é utilizar o fluxo massivo de passageiros para disseminar informações sobre como identificar os tipos de abusos e onde buscar auxílio imediato.
Estratégia e mobilização urbana
A escolha de Aparecida de Goiânia como um dos eixos iniciais da operação justifica-se pelo seu porte demográfico, com quase 600 mil habitantes. A estratégia nas ruas envolve abordagens diretas em terminais de transporte coletivo, onde equipes distribuirão cartilhas informativas e folhetos explicativos.
Além da vertente publicitária, a operação possui um braço operacional rígido. O foco das forças de segurança está no cumprimento de mandados de prisão pendentes e na fiscalização rigorosa de medidas protetivas já expedidas pelo Judiciário. Segundo a gestão estadual, a prioridade é romper o ciclo de violência antes que ele evolua para crimes letais.
O silêncio como obstáculo
Um dos maiores desafios apontados pelas autoridades é a subnotificação, especialmente em casos que ocorrem no ambiente familiar. Dados das estatísticas de Segurança Pública de Goiás revelam que a maioria esmagadora dos feminicídios no estado acontece “entre quatro paredes”, o que dificulta a intervenção precoce das forças policiais sem a colaboração da comunidade.
A administração municipal de Aparecida ressaltou que a integração entre as políticas sociais e a segurança pública é fundamental para que o estado colha resultados mais expressivos na proteção da integridade feminina. A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres do município atuará em conjunto com o Estado para garantir que as orientações cheguem aos bairros mais afastados.
Canais de Denúncia e Atendimento
As autoridades reforçam que qualquer cidadão pode denunciar situações de violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial. O anonimato é garantido e o atendimento pode ser feito por telefone ou presencialmente:
- Polícia Militar: 190
- Polícia Civil: 197
- Guarda Civil Metropolitana: 153
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Delegacias Especializadas da Mulher (DEAMs): Atendimento presencial técnico e especializado.









