A partir desta segunda-feira (9), Goiás inicia uma série de atividades voltadas para a Semana Mundial do Rim, que segue até o dia 14 de março. O objetivo central é conscientizar a população sobre a Doença Renal Crônica (DRC), uma condição que afeta cerca de 10% da população mundial e que, por ser silenciosa, costuma ser diagnosticada apenas em estágios avançados.
A programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), foca na prevenção e na facilitação do acesso ao diagnóstico precoce. Entre os destaques, está uma ação de atendimento direto à comunidade na Ceasa, em Goiânia, marcada para o dia 10 de março, das 9h às 12h. No local, visitantes e trabalhadores poderão realizar exames de creatinina, aferição de pressão arterial, testes de glicemia e triagem para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Para os profissionais e gestores da área, o cronograma inclui o II Simpósio de Nefrologia do Estado de Goiás, no dia 11 de março, na Escola de Saúde Pública. O encontro deve debater a organização da terapia renal substitutiva — que engloba a hemodiálise e a diálise peritoneal — buscando estratégias para descentralizar a assistência e garantir a sustentabilidade do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Panorama e fatores de risco
Atualmente, a rede pública de saúde em Goiás atende 4.382 pacientes em terapia renal substitutiva. Desse total, a grande maioria (4.321) depende da hemodiálise, enquanto 61 realizam a diálise peritoneal.
Especialistas alertam que exames simples, como a dosagem de creatinina no sangue e a análise de urina, são fundamentais para identificar falhas na função renal antes que os sintomas apareçam. O monitoramento deve ser rigoroso, especialmente para grupos de risco: diabéticos, hipertensos, obesos ou pessoas com histórico familiar de problemas renais.
Neste ano, o tema global da campanha é “Saúde Renal para Todos: Cuidando das Pessoas, Protegendo o Planeta”. A temática propõe uma reflexão sobre como as mudanças ambientais impactam a saúde humana e a necessidade de sistemas de saúde mais resilientes e sustentáveis.






