Quase oito anos após os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, a Justiça definiu as penas dos culpados. A Primeira Turma do STF condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão a 76 anos e três meses de prisão pelos homicídios e pela tentativa de matar a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado.
A corte também sentenciou o major Ronald Alves de Paula a 56 anos e o ex-policial Robson Calixto a 9 anos. Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil, recebeu 18 anos por obstrução de Justiça e corrupção, mas os ministros o absolveram da acusação de homicídio por falta de provas concretas.
Em memória das vítimas, o STF estabeleceu uma indenização de R$ 7 milhões por danos morais: R$ 1 milhão para Fernanda Chaves, R$ 3 milhões para a família de Marielle e R$ 3 milhões para os parentes de Anderson Gomes. Os condenados também perderão os cargos públicos após o fim dos recursos.
O julgamento unânime seguiu o voto do relator, Alexandre de Moraes, que detalhou o papel de cada um: os Brazão como mandantes, Barbosa como articulador da obstrução, Ronald como monitor e Robson como fornecedor da arma. A ministra Cármen Lúcia e os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam a decisão. “É um caso típico de corrupção sistêmica“, afirmou Cármen Lúcia. Os réus, presos preventivamente, ainda podem recorrer da decisão.








