A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) analisa a possibilidade de impedir permanentemente a filiação de Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, aos quadros da entidade. O ex-piloto é o principal acusado pelas agressões que levaram à morte o adolescente goiano Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em janeiro deste ano. Embora Turra não possua licença ativa para a temporada de 2026, a entidade máxima do esporte no Brasil confirmou que o caso já foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Automobilismo.
Em nota técnica, a CBA informou que a gravidade do episódio e a consulta formal realizada pela Federação de Automobilismo do Distrito Federal (FADF) motivaram a abertura do processo desportivo. A medida visa resguardar a imagem da modalidade e garantir o cumprimento de boas práticas condizentes com o esporte. Caso o acusado solicite retorno às pistas no futuro, a confederação sinaliza que possui respaldo jurídico para o indeferimento da licença.
Histórico e situação
Pedro Turra esteve vinculado à Federação de Automobilismo de São Paulo (FASP) em 2025, mas não renovou seu registro para o ano vigente. Segundo Renato Constantino, presidente da FADF, o jovem chegou a transferir sua licença para o Distrito Federal em janeiro, mas nunca chegou a disputar competições oficiais pela federação local. Atualmente, Turra está impedido de pilotar por falta de licenciamento e pela própria condição jurídica, já que se encontra detido.
Detalhes do crime e o processo

O crime ocorreu na madrugada de 23 de janeiro, em Vicente Pires (DF), após uma discussão iniciada por um motivo fútil: o descarte de um chiclete. Segundo as investigações da Polícia Civil, Turra agrediu Rodrigo mesmo após o adolescente estar desacordado. A vítima sofreu traumatismo craniano severo, passou 16 dias internada em estado grave, mas não resistiu às complicações e faleceu no dia 7 de fevereiro.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Turra por homicídio doloso. Recentemente, o ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, mantendo a prisão preventiva do acusado. Por questões de segurança, o ex-piloto foi transferido para um pavilhão de segurança máxima no Complexo Penitenciário da Papuda.









