A empresária e advogada Ana Paula Rezende, filha dos históricos líderes do MDB, Iris Rezende e Iris Machado, filiou-se ao PL nesta sexta-feira (20) em evento no diretório estadual do partido. Durante a cerimônia, ela aceitou o convite para ser pré-candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo senador Wilder Morais, referendado como pré-candidato do partido ao governo de Goiás.
Em entrevista coletiva, Ana Paula explicou que a decisão resultou de reflexão política, não de ressentimento. “Não é uma resposta, não é pessoal. O meu projeto é um projeto para Goiás, é um projeto de trabalho. E eu não encontrei espaço dentro do MDB para esse projeto”, declarou.
Segundo ela, a mudança partidária ocorreu porque buscava viabilidade política para colocar seu nome na disputa majoritária.
“Eu busquei novos caminhos e encontrei aqui no PL espaço para levar esse legado da boa política”, afirmou.
Ana Paula revelou que, após colocar seu nome à disposição do MDB para disputar as eleições, o partido deixou de convidá-la para reuniões internas.
“A partir do momento que eu coloquei o meu nome à disposição do partido para ser candidata, eu nunca mais fui chamada para conversar ou para reunião nenhuma. Eu fui completamente ignorada nesse processo”, disse.
Ela também confirmou que não recebeu convite para o evento promovido por Daniel Vilela no Palácio, que reuniu integrantes históricos do partido. Questionada sobre mágoa em relação ao presidente estadual do MDB, negou:
“São questões políticas. A minha decisão foi uma decisão política, nada pessoal. Não fica mágoa, não.”
Ao ser questionada sobre as diferenças ideológicas entre o MDB, tradicionalmente ao centro, e o PL, associado ao bolsonarismo, Ana Paula evitou rotular espectros e disse priorizar projetos concretos.
“O meu propósito é ação. São as pessoas, é levar desenvolvimento para esse Estado. Eu encontrei espaço aqui no PL. Nós temos que discutir projetos, pessoas. É essa política que eu quero levar adiante.”
Sobre o bolsonarismo, tema que divide opiniões, ela reforçou o foco em pautas sociais. “Hoje eu penso que as pessoas precisam estar em primeiro lugar. Nós temos que discutir projetos, melhoria da qualidade de vida, dignidade. É esse o meu foco.”
Ana Paula contou que as conversas com o PL começaram há algumas semanas e classificou a saída do MDB como uma escolha amadurecida.
“Foi uma decisão muito pensada. Eu refleti muito, conversei muito. Estou muito segura e tranquila de que tomei a decisão certa.”
Ao final, fez um aceno aos chamados “iristas”, grupo político ligado ao legado de seu pai. “O meu coração está aberto e as portas estão abertas para aquelas pessoas que querem levar o legado do Iris, o jeito do Iris de fazer política adiante. Eu estou com os braços abertos, com o coração aberto.”
Sobre eventual ambição futura ao governo, foi direta: “Meu sonho é levar o legado da boa política adiante. É só isso que eu penso.”






