As atenções políticas em Goiás hoje estão voltadas à montagem de chapas de candidatos a deputado, à posse de Daniel Vilela como governador – e consequente saída de Ronaldo Caiado – e discussão sobre escolha de vice na base aliada.
Daniel é o foco empoderado. Marconi Perillo concentra outro tipo de atenção: o que vai fazer, ele que não anda fazendo muita coisa, para se consolidar como candidato a governador por um PSDB que corre para tentar montar chapa consistente para a Câmara dos Deputados?
Wilder, depois de ser o centro das atenções no momento da definição de seu nome como candidato dentro do PL, voltou à estratégia de sempre: esperar a unção bolsonarista. Wilder não tem articulação política nos municípios que o aponte como líder estadual. Ele tem a mão protetora do bolsonarismo. E ponto.
As conversas políticas tem espaço, neste momento, com Daniel. Ele tem a perspectiva concreta da reeleição e a disposição de conversar e pactuar apoios. De fazer política. Marconi e Wilder tropeçam nas limitações. Significa que o espaço para crescimento, no que se chama de base de apoio, encontra porteira aberta com o governo. Com os outros, o que há é cerca de arame.
Isso dá a medida de como está o campo político e de como devem se conduzir as articulações daqui até as convenções. O centro gravitacional de composição – poder constituído, poder potencial a partir de janeiro, e poder de negociação – converge para Daniel Vilela.
Wilder e Marconi estão como aqueles times que, pra chegar à final, dependem de acertar muito, mas precisam também que o adversário erre bastante. Daniel, por outro lado, conta basicamente com seus acertos. E tem na linha de frente Ronaldo Caiado, com mais de 80% de aproveitamento na avaliação popular.









