O governador Ronaldo Caiado (PSD) usou a entrevista ao programa Em Ponto, da Globonews, nesta sexta-feira (13), para transformar a defesa da anistia aos condenados do 8 de janeiro em uma de suas principais bandeiras de campanha.
O pré-candidato à Presidência afirmou que, caso eleito, editará um decreto ou enviará ao Congresso uma proposta de anistia “ampla, geral e irrestrita” para reverter o que classifica como “perseguição política” contra os envolvidos nos atos.
“Chegando minha presidência, eu faço valer uma anistia ampla, geral e irrestrita”, garantiu, prometendo usar o poder do Executivo para anular as condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a entrevista, Caiado criticou a atuação do STF no julgamento dos réus do 8 de janeiro, insinuando que a Corte agiu com “excesso” e “parcialidade”. Para ele, muitos dos condenados são “cidadãos comuns” que foram levados por um “clima de radicalização” e não merecem as penas aplicadas. O governador também voltou a classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Caiado é um dos três pré-candidatos do PSD ao Planalto, ao lado de Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR). A legenda definirá seu representante até 31 de março, e o governador goiano aposta na pauta da anistia como diferencial para conquistar o apoio da ala mais conservadora do partido.








