Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17/9) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 44%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.
Os números repetem o resultado do levantamento divulgado em 11 de setembro. A estabilidade mantém indefinida a disputa entre os dois principais candidatos da corrida presidencial, a pouco mais de duas semanas do primeiro turno.
A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 2.002 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 15 e 16 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
Cury empata numericamente com Lula
Entre as cinco simulações apresentadas pelo Datafolha, Augusto Cury (Avante) é o único adversário que alcança o mesmo percentual de Lula. Os dois aparecem com 44% das intenções de voto.
Na rodada anterior, Lula tinha 45%, enquanto Cury registrava 43%. A nova pesquisa, portanto, mostra queda de um ponto para o petista e avanço de um ponto para o candidato do Avante.
Neste cenário, 10% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 1% estão indecisos.
Caiado alcança 42% contra Lula
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 42% em uma eventual disputa contra Lula, que marca 46%. O resultado também é considerado um empate técnico no limite da margem de erro.
O candidato do PSD avançou um ponto em relação ao levantamento anterior, quando tinha 41%. Lula permaneceu com os mesmos 46%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somam 10%, enquanto 2% estão indecisos.
O desempenho coloca Caiado como outro nome competitivo nos cenários testados, embora ainda quatro pontos atrás do presidente.
Lula lidera contra Zema e Renan Santos
A maior vantagem de Lula aparece no confronto com Romeu Zema (Novo). O petista tem 49%, diante de 39% do adversário. Na rodada anterior, os percentuais eram de 48% e 39%, respectivamente.
Contra Renan Santos (Missão), Lula registra 47%, enquanto o adversário soma 38%. A distância caiu de 11 para nove pontos desde o levantamento anterior.
Veja os cinco cenários:
- Lula: 46% x Flávio Bolsonaro: 44%;
- Lula: 46% x Ronaldo Caiado: 42%;
- Lula: 49% x Romeu Zema: 39%;
- Lula: 47% x Renan Santos: 38%;
- Lula: 44% x Augusto Cury: 44%.
Lula lidera primeiro turno por três pontos
Na pesquisa estimulada de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 39%. Flávio Bolsonaro tem 36%, uma diferença de três pontos percentuais.
Augusto Cury ocupa a terceira posição, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%. Renan Santos registra 3%, e Romeu Zema aparece com 2%.
Confira os resultados:
- Lula (PT): 39%;
- Flávio Bolsonaro (PL): 36%;
- Augusto Cury (Avante): 6%;
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
- Renan Santos (Missão): 3%;
- Romeu Zema (Novo): 2%;
- Samara Martins (UP): 1%;
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%;
- Edmilson Costa (PCB): 0%;
- Clariana Barão (DC): 0%;
- Hertz Dias (PSTU): 0%;
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0%;
- Branco, nulo ou nenhum: 6%;
- Indecisos: 3%.
Na comparação com a pesquisa anterior, Lula permaneceu com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 35% para 36%. Os demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro.
Maioria afirma estar decidida
O Datafolha aponta que 76% dos entrevistados estão totalmente decididos sobre o voto para presidente. Outros 24% afirmam que ainda podem mudar de escolha.
No detalhamento por candidatura, 81% dos eleitores de Lula dizem estar decididos, enquanto 18% admitem a possibilidade de mudança. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 80% consideram a escolha definitiva e 20% ainda podem rever o voto.
Os eleitorados de Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem divididos: 50% estão decididos e 50% podem mudar. A possibilidade de alteração é maior entre os apoiadores de Renan Santos, com 65%, e de Romeu Zema, com 80%.
O grau de consolidação dos votos reforça a vantagem estratégica de Lula e Flávio Bolsonaro na reta final. Ao mesmo tempo, a parcela mais volátil dos demais candidatos ainda pode influenciar tanto o primeiro turno quanto a formação de uma eventual disputa decisiva.
