A deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), candidata à reeleição, afirmou que a segurança pública deve ser tratada como uma garantia de direitos, e não como uma pauta exclusiva da direita. A declaração foi feita durante entrevista ao vlog da advogada Andrea Gonçalves, no YouTube.
Na avaliação da parlamentar, setores da direita e da extrema-direita exploram o tema eleitoralmente, enquanto políticas de segurança exigem planejamento, investigação, integração entre instituições e valorização dos profissionais.
“A segurança pública é uma grande luta da minha vida, desde a juventude, e surgiu junto com o ativismo político progressista”, declarou. Accorsi também defendeu que o Estado tem a responsabilidade de proteger as famílias por meio de políticas públicas permanentes.
Durante a entrevista, a deputada citou iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltadas ao fortalecimento das polícias federais, ao controle de armas e ao combate integrado ao crime organizado.
Ela também mencionou o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado em 2018 para integrar ações dos governos federal, estaduais e municipais. O sistema foi instituído pela Lei nº 13.675/2018.
Trajetória na segurança pública
Delegada da Polícia Civil há 27 anos, Adriana Accorsi comandou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Goiânia por quase uma década. Nesse período, atuou em investigações envolvendo exploração sexual, pedofilia, homicídios e outros crimes contra pessoas vulneráveis.
Posteriormente, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de delegada-geral da Polícia Civil de Goiás.
No primeiro mandato como deputada federal, iniciado em 2023, Accorsi passou a atuar em pautas relacionadas à segurança pública e à proteção de mulheres, crianças e adolescentes. A parlamentar também destinou emendas para delegacias especializadas, guardas municipais, veículos e equipamentos de segurança em Goiás.
Projetos contra a violência doméstica
Na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, Adriana Accorsi foi relatora do PL 317/2026, que trata do monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica. O parecer apresentado por ela foi aprovado pelo colegiado em julho, com mudanças no texto original. A tramitação pode ser consultada na Câmara dos Deputados.
A deputada também relatou uma proposta que estabelece diretrizes nacionais para as Rondas Maria da Penha. O objetivo é padronizar a atuação das forças de segurança na prevenção da violência e na fiscalização de medidas protetivas.
Outra iniciativa relacionada à atuação da parlamentar é o PL 561/2023, de sua autoria. O projeto prevê a instalação das chamadas “Salas Lilás” em delegacias especializadas e unidades de perícia criminal, com atendimento humanizado para mulheres vítimas de violência. O texto também contempla o acolhimento de crianças e adolescentes. A proposta segue em análise na Câmara.
Ao levar o debate para a campanha eleitoral, Accorsi busca vincular sua trajetória policial à atuação parlamentar. A estratégia também coloca a proteção das mulheres e das famílias no centro de sua defesa de uma política de segurança baseada em prevenção, investigação e integração institucional.
