O governador e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), afirmou nesta segunda-feira (10) que Goiás não possui áreas controladas por organizações criminosas. Durante sabatina promovida pela Rádio CBN Goiânia e pelo jornal O Popular, o governador destacou a atuação das forças de segurança e afirmou que o combate às facções continuará entre as prioridades de um eventual novo mandato.
“Hoje Goiás não tem um palmo controlado por facções”, declarou Daniel.
Segundo os dados apresentados pelo governador, os indicadores de criminalidade registraram queda significativa no estado nos últimos anos. Na comparação entre o primeiro semestre de 2018 e o mesmo período de 2026, os homicídios caíram 65% e os latrocínios tiveram redução de 83%.
No mesmo período, os roubos de veículos diminuíram 97%, enquanto os roubos a transeuntes recuaram 94%. Os roubos a residências tiveram queda de 88% e os roubos em propriedades rurais, de 90%.
“A Polícia de Goiás desempenha um papel de excelência”, afirmou.
Para Daniel, os resultados estão relacionados à integração entre as forças policiais, aos investimentos realizados pelo Estado e ao uso de inteligência e tecnologia no combate à criminalidade.
“O fato é que Goiás tem o Estado mais seguro do Brasil. Quem teme a polícia em Goiás são os bandidos, os criminosos. Aliás, de outros estados, que não querem nem entrar em Goiás para cometer qualquer tipo de crime”, disse.
Tecnologia e inteligência
Entre as estratégias para manter a redução dos índices de criminalidade, o governador destacou a ampliação do uso de ferramentas tecnológicas e de inteligência artificial.
Daniel citou o programa IA Contra o Crime, desenvolvido para auxiliar as forças de segurança na identificação de suspeitos, análise de informações e investigação de ocorrências. Segundo ele, o uso da tecnologia também permite reduzir o tempo gasto pelos policiais em atividades burocráticas e ampliar a atuação operacional.
“É necessário investimento em tecnologia. Nós temos o melhor programa de inteligência artificial do Brasil. Isso facilita a vida do policial, tirando-o da burocracia, da função investigativa, e o deixa focado naquilo em que é qualificado e preparado”, afirmou.
Combate às facções
Daniel também defendeu a continuidade das ações de combate às organizações criminosas, especialmente para impedir o aliciamento de jovens e evitar que grupos criminosos avancem sobre novos territórios.
Na avaliação do governador, as facções passaram a operar com estruturas semelhantes às de empresas, movimentando grandes volumes de recursos e exigindo uma resposta permanente das forças de segurança.
“A criminalidade há muito tempo deixou de ser problema social. Isso é business”, afirmou.
Segundo Daniel, o objetivo do Estado deve ser impedir que organizações criminosas consigam estabelecer estruturas de controle territorial ou ampliar sua influência sobre comunidades.
Câmeras corporais
Questionado sobre a utilização de câmeras corporais por policiais, o governador se posicionou contra a adoção do equipamento como política geral para as forças de segurança de Goiás.
Daniel argumentou que policiais precisam tomar decisões rápidas durante situações de confronto e que eventuais desvios de conduta devem ser investigados individualmente pelos órgãos responsáveis.
“É o policial que vai para o enfrentamento e só ele, naquele momento, sabe a rapidez que tem que ter para coibir aquele comportamento criminoso”, declarou.
O governador defendeu que casos de abuso ou irregularidades sejam apurados pela Corregedoria, com responsabilização dos agentes envolvidos.
Efetivo policial
Sobre o número de policiais no estado, Daniel lembrou que Goiás realizou recentemente concursos para as polícias Militar e Penal. Segundo ele, novas contratações precisam considerar os limites estabelecidos pela responsabilidade fiscal.
O governador também citou medidas adotadas para melhorar as condições de trabalho das forças de segurança, como pagamento de horas extras, auxílio-alimentação e auxílio-localidade.
Além da ampliação do efetivo, Daniel afirmou que o governo pretende continuar investindo em tecnologia para aumentar a capacidade operacional das corporações.
“Vamos continuar dando condições, tecnologia e respaldo para nossas polícias fazerem aquilo que sabem fazer: proteger o cidadão e enfrentar o criminoso”, concluiu.
