Os servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia deflagraram greve a partir desta terça-feira (11/08). A decisão foi tomada em assembleia na segunda-feira (10/08), após a categoria rejeitar qualquer possibilidade de acordo com a Prefeitura nos termos apresentados até o momento.
A paralisação já afeta o funcionamento dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), que operam hoje apenas com parte dos funcionários. Setores administrativos das unidades escolares também sofrem impacto.
O que está em jogo
A greve é resultado de uma série de negociações frustradas entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e o Paço Municipal. A principal demanda é a construção do Plano de Carreira dos servidores administrativos.

Na semana passada, em assembleia extraordinária realizada no dia 3 de agosto, a presidenta em exercício do Sintego, professora Ludmylla Morais, detalhou as tratativas. Os trabalhadores rejeitaram por unanimidade a proposta da Prefeitura, que previa a redução dos percentuais entre níveis e letras da carreira.
Contraproposta sem resposta
Os servidores aprovaram uma contraproposta ainda na primeira assembleia. No entanto, segundo o sindicato, não houve avanço nas negociações até o encontro de segunda-feira, quando a greve foi confirmada.
O que diz a Prefeitura
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Goiânia informou que não recebeu comunicação oficial sobre a deflagração da greve. O município destacou que o sindicato precisa cumprir prazos legais antes da paralisação e garantir comunicação prévia às famílias dos alunos.
Uma nova assembleia da categoria pode ser convocada ao longo da semana. Os servidores pretendem avaliar os desdobramentos da greve e eventuais avanços nas negociações. A categoria segue mobilizada enquanto aguarda uma nova posição da administração municipal.
