O governador Daniel Vilela (MDB) já tem o vice definido pelo ex, Ronaldo Caiado (PSD): Adriano da Rocha Lima (PSD).
Todos dão isso como certo, nos bastidores, com um adicional de reservado tom de intriga e ironia: é o único nome que Daniel não quer.
Daniel resiste. Relato de conversa intensa entre ele e Caiado corre nas conversas entre aliados. Sempre em off, o recurso de quem quer contar, desde que a fonte seja preservada.
Os mais próximos do governador não disfarçam. Os mais próximos de Caiado sorriem.
A resistência tem a ver com:
1 – direito de escolha: manda quem está no cargo ou manda quem o deixou?
2 – outras avenças de partilha do poder. O governo é um só; os interesses em jogo, só Deus sabe. E eles.
O fogo amigo faz o que a oposição não consegue. O caldo ferve, o Palácio das Esmeraldas escuta ameaças, bravatas e ranger de dentes de Goiás até a China.
Neste momento, a escolha do vice é uma mosca na sopa do favoritismo da base governista para vencer a eleição. A farpa debaixo da unha e carne das frágeis alianças eleitorais.
Disputam a vice o ex-senador Luiz do Carmo e o ex-deputado federal Zé Mário Schreiner. O ex-deputado Vilmar Rocha está na lista como possível tertius.
Caiado e Daniel querem estão com a mão no poder. Mas não querem ceder. Quem vai piscar primeiro?
