O presidente do Cidadania em Goiás e pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026, Iure Castro, protocolou um pedido à Justiça para que seja decretada a prisão preventiva do influenciador Danilo Faria. Na representação, ele também solicita a abertura de investigação e a adoção de medidas cautelares em razão de declarações publicadas pelo influenciador nas redes sociais, que, segundo o documento, configurariam discriminação contra nordestinos, racismo e homotransfobia.
O caso ganhou repercussão nacional após vídeos atribuídos a Danilo Faria provocarem reações de lideranças políticas e de usuários das redes sociais. As publicações passaram a ser alvo de críticas por conterem falas consideradas ofensivas a grupos específicos, reacendendo o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilização por discursos discriminatórios.
Na representação, Iure Castro sustenta que as manifestações ultrapassam o campo da opinião e podem configurar crimes previstos na legislação brasileira. Entre as condutas apontadas estão a discriminação contra nordestinos, além de possíveis práticas enquadradas na Lei do Racismo e na criminalização da homotransfobia, entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou atos de homofobia e transfobia ao crime de racismo enquanto não houver legislação específica.
Além da prisão preventiva, o documento pede que as autoridades competentes adotem medidas para preservar provas e apurem a eventual responsabilidade criminal do influenciador. A representação será analisada pelos órgãos responsáveis, que poderão instaurar investigação, solicitar diligências complementares ou entender que não há elementos suficientes para o prosseguimento do caso.
Caso seja aberta uma investigação, o Ministério Público poderá acompanhar as apurações e, ao final, decidir pelo oferecimento de denúncia ou pelo arquivamento, conforme as provas reunidas. Eventuais medidas cautelares, como a prisão preventiva, dependem de decisão judicial fundamentada e da demonstração dos requisitos previstos na legislação, não sendo automáticas em razão do pedido apresentado.
O caso deve seguir sob análise das autoridades e poderá ter novos desdobramentos conforme o andamento da investigação e as decisões judiciais que vierem a ser tomadas.
