Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem às urnas nas eleições terão a presença registrada como uma das formas de comprovação de vida. O procedimento ocorre de maneira automática, a partir do cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e o governo federal.
A medida vale para beneficiários de aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. Atualmente, o processo de prova de vida alcança cerca de 40 milhões de pessoas que recebem benefícios do INSS.
Quem votar não precisa fazer outra prova de vida
De acordo com o Ministério da Previdência Social, o beneficiário que votar nas eleições terá esse registro utilizado pelo INSS para confirmar que está vivo.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, explicou que os dados da votação são recebidos pelo INSS e incorporados automaticamente ao processo de prova de vida.
Na prática, quem comparecer às urnas não precisa realizar outro procedimento apenas para comprovar a vida.
Como funciona a prova de vida automática?
A prova de vida deixou de depender exclusivamente do comparecimento presencial do beneficiário. O INSS passou a utilizar diferentes bases de dados do governo para identificar movimentações que possam confirmar que a pessoa continua viva.
Entre os registros utilizados estão:
- votação nas eleições;
- acesso ao Meu INSS com selo ouro;
- realização de empréstimo consignado com reconhecimento biométrico;
- atualização do Cadastro Único (CadÚnico);
- recebimento de benefício com reconhecimento biométrico;
- outros registros e atendimentos realizados em bases oficiais.
O sistema utilizado pelo INSS faz o cruzamento dessas informações e identifica os beneficiários que já possuem algum registro válido.
E quem não votar?
Quem não comparecer às urnas não perde automaticamente o benefício e também não significa que ficará sem prova de vida.
O INSS continua utilizando outras fontes de dados para verificar a situação do beneficiário. O sistema SIRIS reúne diferentes registros governamentais para buscar evidências de que a pessoa está viva.
A necessidade de realizar uma prova de vida é indicada apenas quando o sistema não encontra nenhuma informação suficiente para fazer a comprovação automaticamente.
Votação já ajudou na prova de vida
O cruzamento de informações eleitorais já contribuiu para a atualização de provas de vida.
Segundo o Ministério da Previdência, em 2024, foram identificados eventos eleitorais relacionados a 20.957.288 beneficiários. A partir desses registros, aproximadamente 5 milhões de provas de vida foram atualizadas.
Como consultar se a prova de vida está regular?
O beneficiário pode verificar a situação diretamente pelo Meu INSS. No serviço “Prova de Vida”, é possível consultar a data da última comprovação registrada.
Outra alternativa é entrar em contato com a Central 135, que atende de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.
Quem recebeu uma comunicação informando a necessidade de realizar a prova de vida também pode fazer o procedimento em uma agência bancária onde recebe o benefício, apresentando documento oficial com foto, ou pelo Meu INSS, utilizando biometria facial.
Atenção a golpes
O INSS alerta que não liga nem envia pessoas à residência dos beneficiários para solicitar dados pessoais ou pagamentos relacionados à prova de vida.
Por isso, mensagens que peçam informações bancárias, senhas ou transferências de dinheiro devem ser tratadas com cautela. O governo orienta que o beneficiário utilize exclusivamente os canais oficiais para consultar sua situação.
Entenda em resumo
Quem votar: o comparecimento às urnas será utilizado automaticamente como prova de vida.
Quem não votar: continuará podendo ter a prova de vida realizada por meio de outras bases de dados governamentais.
Precisa ir ao INSS? Não. A comprovação é feita prioritariamente de forma automática.
Como consultar: pelo aplicativo ou site Meu INSS ou pela Central 135.
Quem precisa fazer procedimento manual: somente o beneficiário que não for identificado automaticamente e receber comunicação para regularizar a situação.
