Um dos maiores desafios de Daniel Vilela na passagem de bastão de Ronaldo Caiado para ele era não deixar o sarrafo cair.
A expressão não é minha. Foi usada pelo professor Ricardo Barbosa de Lima em uma das edições do podcast ‘Quem Vai Ganhar?’, aqui do portalgo.
Ele diz tudo. Assumir o governo era fato para Daniel. O “aí é que são elas” residia no ponto central: que a avaliação acima de 80% de Caiado não se transformasse em um pesadelo de expectativa quebrada.
Mal conduzida e recebida, essa transição de poder poderia resultar em quebra de confiança da população e frustração do eleitor. Logo, afetaria a perspectiva de poder para sua reeleição.
Matemática eleitoral simples.
Um dos que mais apostavam no fracasso imediato de Daniel era Marconi Perillo (PSDB).
Seus aliados, e ele próprio nos bastidores, insistiam que Daniel desabaria nas pesquisas assim que Caiado saísse do governo.
Era uma aposta. Essa, pelo menos, está perdida. A transição de governo não abalou as estruturas da máquina. Não reduziu a expectativa de poder. E não diminuíram as chances de Daniel.
A própria Paraná Pesquisa mostra um cenário estabilizado, o que já é positivo pro governador. E mais positivo fica com a rejeição baixa, indicando potencial de crescimento real.
Daniel segue favorito e agora com missão cumprida da transição. É o dono da bola e do jogo. Perde se errar. Essa é a leitura de hoje. Era a de ontem. E, pra mudar, algo de extraordinário precisa acontecer.
Também é matemática politico-eleitoral básica: nada mudou na pesquisa porque nada mudou nas campanhas.
O favoritismo de Daniel, que era grande, aumenta a cada dia. Essa a má notícia para Marconi, Wilder Morais (PL) e o PT.
Por mais que discordem e reclamem, o concreto é: eles nada fizeram até agora pra mudar essa realidade.
Daniel, ao contrário, faz tudo certo pra ganhar. Vai na toada de resolver tudo do primeiro turno.
