A tradicional febre das figurinhas ganhou um ingrediente inesperado em 2026. O álbum oficial da Copa do Mundo, produzido pela Panini, chegou ao mercado europeu cercado de curiosidade e também de polêmica. Pela primeira vez desde 2010, o nome de Neymar não aparece entre os jogadores da Seleção Brasileira.
A ausência do principal símbolo do futebol brasileiro na última década rapidamente viralizou nas redes sociais. Neymar foi rosto constante das edições de 2014, 2018 e 2022, e sua exclusão agora não passa despercebida. Mais do que uma simples escolha editorial, o fato soa como um sinal dos novos tempos e das incertezas que cercam seu
futuro na equipe nacional.
A lista divulgada traz 18 nomes e evidencia uma clara renovação. Entre os confirmados estão Vinícius Júnior, Rodrygo, Raphinha e jovens como Estêvão, apontando para uma geração que assume o protagonismo.
A base ainda conta com nomes experientes como Casemiro e Marquinhos, além de atletas em ascensão como Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli.
Curiosamente, o álbum inclui Rodrygo, mesmo lesionado, enquanto deixa de fora nomes relevantes, como Endrick e o goleiro Ederson, na previsão inicial.
A ausência de Neymar não se restringe ao álbum. O jogador também ficou fora do jogo “Adrenalyn XL”, da mesma editora, reforçando que não se trata de um simples lapso. Nos bastidores, a decisão dialoga com o momento da Seleção sob o comando de Carlo Ancelotti, que ainda não convocou o atacante desde que assumiu o cargo.
O álbum, nesse contexto, acaba funcionando como um “termômetro informal” das expectativas em torno da Copa. Ainda que não tenha valor oficial de convocação, historicamente a coleção antecipa tendências e, desta vez, sugere uma Seleção menos dependente de um único nome.
O lançamento oficial no Brasil está marcado para 1º de maio e a repercussão deve ganhar novos capítulos. Afinal, mais do que um item de colecionador, o álbum da Copa sempre foi um retrato simbólico do momento do futebol.
Sem Neymar, a edição de 2026 parece contar uma nova história: a de uma Seleção em transição, tentando se reinventar após anos orbitando em torno de seu maior astro.
E fica a pergunta que movimenta torcedores e colecionadores: estamos diante de uma escolha comercial ou do prenúncio de uma convocação sem o camisa 10?
